Testes sobre saúde mental que circulam nas redes sociais podem ajudar a despertar o interesse pelo tema, mas não são suficientes para diagnosticar o TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade). O alerta é de um psiquiatra do Humap-UFMS (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em orientação divulgada.
A manifestação faz parte da campanha Outubro Laranja e chama atenção para os riscos de interpretar dificuldades de atenção e concentração como sinais definitivos do transtorno sem uma avaliação profissional.
Embora a popularização de conteúdos sobre saúde mental facilite o acesso à informação, sintomas semelhantes aos do TDAH podem estar relacionados a diferentes fatores. Por isso, identificar algumas características em questionários ou vídeos publicados na internet não significa, necessariamente, ter o transtorno.
O diagnóstico depende de uma avaliação clínica, que considera o histórico do paciente, os sintomas apresentados e os impactos deles na rotina. A investigação profissional é importante para diferenciar o TDAH de outras condições que também podem provocar dificuldades de atenção.
A orientação reforça que conteúdos publicados nas redes sociais devem ser encarados como fontes de informação, e não como substitutos de uma consulta. Diante de dúvidas ou dificuldades persistentes, a recomendação é procurar um profissional de saúde qualificado.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








