O TJMS divulgou uma nota de esclarecimento confirmando ataques cibernéticos, mas ressaltando que a investida não atingiu diretamente os sistemas do órgão. De quarta-feira (21) a sexta-feira (23), os portais passaram por diversas instabilidades.
“As análises técnicas realizadas até o momento indicam que o cenário decorre de um ataque de negação de serviço (DoS/DDoS) direcionado à infraestrutura das operadoras de telecomunicações responsáveis pelos links de comunicação utilizados pelo Tribunal”, diz o texto.
Por isso, os usuários externos acabaram enfrentando lentidão, intermitência ou dificuldades no acesso aos sistemas. Os ataques foram reivindicados pelo hacker identificado como Azael, também conhecido como hacker da Fapec — por outros ataques anos atrás.
“Importante destacar que, até o presente momento, não há quaisquer indícios de comprometimento dos sistemas do TJMS, de violação de informações ou de exfiltração de dados e que os ambientes tecnológicos do Tribunal se submetem a monitoramento contínuo por suas equipes especializadas de tecnologia da informação e segurança cibernética”, explica o órgão.
Além disso, o Tribunal afirmou que trabalha as operadoras de comunicação envolvidas para adoção de medidas técnicas para sanar falhas de conexão. Paralelamente, as medidas administrativas foram tomadas em relação às operadoras para assegurar a adequada continuidade dos serviços.
Entretanto, o TJMS ressalta que a paralisação na manhã de quarta não tem relação com o ataque. O órgão afirmou que se tratou de uma necessidade de atualização do PHP com abrangência mundial e sanada até horas depois.
Prazos prorrogados
Com relação aos prazos processuais, o Tribunal de Justiça suspendeu os prazos processuais nos dias 21, 22 e 23 de outubro para não prejudicar quem precisa dos sistemas para trabalhar.
O TJMS tem atuação contínua na preservação da segurança da informação, da proteção dos dados sob sua responsabilidade e da continuidade dos serviços essenciais prestados aos cidadãos sul-mato-grossenses.
‘Hacker da Fapec’
Em 2023, o hacker identificado como Azael fez uma série de ataques em Mato Grosso do Sul, principalmente em sites de empresas ligadas à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e à UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), por conta de erros apontados em questões de vestibulares daquele ano.
Em dezembro daquele ano, um ataque derrubou simultaneamente os sites de 12 prefeituras e câmaras municipais do Estado. O hacker justificou a ação como uma resposta direta à “falta de respostas da Fapec em resolver problemas” relatados nas provas aplicadas.
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