Casas lotéricas de Mato Grosso do Sul operam com o sistema limitado durante esta quarta-feira (22) após diversas unidades no Brasil terem sido alvo de um ataque cibernético. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, nas unidades afetadas, foram identificados dezenas de pagamentos de boletos sem autorização, de valores entre R$ 4 mil e R$ 5 mil, com diferenças de segundos entre as transferências. Além disso, funcionários relataram falhas consecutivas no sistema em unidades de Campo Grande.
Após a invasão ser constatada, os funcionários foram orientados a limitar as operações, estabelecendo pagamentos de boletos e depósitos bancários no valor máximo de R$ 2 mil, como medida de segurança. Não há confirmação de casas lotéricas afetadas em Mato Grosso do Sul.
“Ficamos todos com medo de acontecer com a nossa lotérica. Isso gera um transtorno para o lotérico que foi prejudicado. Graças a Deus, aqui na minha não aconteceu o ataque, mas só de estarem limitadas as transações já gera algum tipo de prejuízo. Sem falar que o sistema está caindo toda hora”, relatou a responsável por uma casa lotérica de Campo Grande.
Na mensagem repassada aos gestores, consta que o incidente ocorreu na terça-feira (21), impactando serviços vinculados ao ambiente operacional das unidades lotéricas. Além disso, o comunicado informa que as medidas de contingência, incluindo as limitações operacionais, devem ser mantidas até a próxima segunda-feira (27).
Clientes e empresários não devem ser afetados
O ataque cibernético foi confirmado pela Caixa Econômica, porém a instituição bancária não confirmou se os dados pessoais de empresários e clientes foram vazados. No entanto, a instituição afirmou que não haverá prejuízos. Confira abaixo a nota na íntegra:
“A CAIXA informa que identificou, na data de ontem (21), um incidente tecnológico que afetou o sistema das unidades lotéricas. Os serviços foram restabelecidos.
O banco esclarece que o incidente não acarretará prejuízos aos empresários lotéricos, nem aos clientes.”
Entenda o que aconteceu
No início da tarde de terça-feira (21), gestores de casas lotéricas começaram a perceber movimentações atípicas, incluindo transações e pagamentos de boletos não autorizados realizados com segundos de intervalo entre si. O ataque atingiu centenas de lotéricas simultaneamente em pelo menos três estados, segundo relatos de empresários.
Uma única unidade contabilizou R$ 500 mil em transações não autorizadas, enquanto uma casa lotérica de São Paulo registou mais de R$ 300 mil em boletos processados desde o início das irregularidades, conforme apurou o BNLData.
Diante do cenário, os próprios proprietários de unidades em diversas localidades passaram a orientar uns aos outros a retirar relatórios de fluxo de caixa para mensurar o prejuízo e registrar ocorrências policiais, além de desligar todos os equipamentos, com o intuito de evitar novas transações.

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(Revisão: Nichole Munaro)



