O prefeito de Terenos, Henrique Budke (PSDB), fechou um empréstimo de R$ 20 milhões pouco antes de completar um mês de sua volta ao Executivo Municipal. Budke ficou nove meses afastado após ser preso durante a Operação Spotless, em setembro do ano passado.
O extrato do financiamento consta em publicação no Diário Oficial da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) de terça-feira (21). O aporte foi feito junto ao Banco do Brasil, com prazo de vigência entre 14 de julho deste ano e 14 de julho de 2036.
Budke reassumiu a prefeitura no fim de junho. Quem exerceu a função interinamente foi o vice-prefeito Arlindo Landolfi (Republicanos).
Segundo o documento, o valor tem como objetivo o financiamento de despesas de capital do PPA (Plano Plurianual), da LOA 2026 (Lei Orçamentária Anual) e dos exercícios subsequentes do Município.
Essas despesas de capital podem servir para investimentos em obras, aquisição de imóveis ou bens de capital e também para amortização de dívidas.
Em nota, o Executivo Municipal afirmou que o empréstimo vai viabilizar investimentos na estrutura de Terenos. “Os recursos serão destinados à aquisição de máquinas e equipamentos, fortalecendo a capacidade de atendimento das secretarias municipais, além de investimentos em infraestrutura nas áreas da Educação e da Saúde, incluindo a reforma de unidades públicas, proporcionando mais conforto, segurança e qualidade no atendimento à população”, diz o texto.
Além disso, parte do valor vai para realizar obras de recapeamento em vias do centro e dos bairros.
Decisão do STJ devolveu Terenos a prefeito investigado
Henrique voltou ao comando da Prefeitura de Terenos no fim de junho após o STJ (Superior Tribunal de Justiça) reverter o afastamento em razão da Operação Spotless, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) em setembro de 2025.
Na ação, Henrique foi preso e indiciado por liderar esquema de corrupção que desviou milhões de reais em contratos de obras no município. O escândalo também atingiu empreiteiros e o vereador Arnaldo Glagau (PSD).
De volta ao paço municipal, o tucano segue sendo monitorado por tornozeleira e impedido de manter contato com investigados e firmar contratos com empresas ligadas à operação.
A Operação Spotless foi um desdobramento de ação um ano antes, a Operação Velatus, que levou em 2024 o ex-secretário de obras Isaac Cardoso Bisneto para a cadeia.
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(Revisão: Nichole Munaro)




