A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal completou 15 dias nesta quinta-feira (24) e segue sem acordo entre trabalhadores e banco. Na quarta-feira (23), uma audiência de mediação realizada pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) terminou sem consenso entre as partes, mantendo indefinidos os próximos passos da paralisação.
A sessão foi conduzida pela Vice-Presidência do TST e contou com a participação da Caixa Econômica Federal, da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT) e da Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito).
A mediação ocorreu a pedido do MPT (Ministério Público do Trabalho), que busca uma solução para o impasse envolvendo a renovação do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho).
Em nota, o TST informou que, apesar dos esforços durante a audiência, não foi possível chegar a um acordo. A Corte afirmou ainda que mantém o compromisso com o diálogo e com a utilização de métodos consensuais para a solução de conflitos. As partes podem retomar as negociações e buscar um acordo a qualquer momento.
Sindicato reúne trabalhadores
Enquanto os próximos passos da greve nacional seguem indefinidos, o SEEBCG-MS (Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região) realiza, nesta quinta-feira (24), um café da manhã com empregados e empregadas da Caixa.
O encontro ocorre na sede do sindicato e tem como objetivo discutir os próximos passos do movimento grevista e alinhar estratégias para a mobilização.
Três propostas rejeitadas
A paralisação foi mantida após os empregados rejeitarem, em assembleias realizadas na segunda-feira (21) pelos sindicatos de bancários de todo o país, a terceira proposta apresentada pela Caixa. Em Mato Grosso do Sul, 52,95% dos trabalhadores votaram contra a nova proposta.
Entre os pontos apresentados pelo banco, estava uma mudança na forma de contribuição do Saúde Caixa. A partir de 2027, a proposta previa contribuição de 3,7% da remuneração-base para o titular. Para dependentes diretos, a mensalidade seria de R$ 560. Já para dependentes indiretos, os valores seriam de R$ 660 para filhos de 21 a 24 anos e de R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes.
O limite de contribuição do grupo familiar, formado pelo titular e seus dependentes diretos, seria de 9%. A proposta também previa a presença de pelo menos um empregado em cada Repes (Gerência de Pessoas e Representação Regional de Pessoas) dedicado exclusivamente ao Saúde Caixa. O banco ainda se comprometeria a criar, em até 60 dias, um grupo de trabalho para discutir um novo modelo de gestão do plano.
A terceira proposta também alterava regras do programa de remuneração variável Super Caixa. Para o segundo semestre de 2026, a premiação inicial por habilitação passaria de 25% para 50%.
No PFG (Plano de Funções Gratificadas), a Caixa se comprometeu a criar espaços de discussão com os empregados, incluindo um grupo paritário para tratar do plano.
O banco manteve ainda a proposta de pagar um prêmio de R$ 3 mil por empregado pelo resultado do IEO (Índice de Eficiência Operacional) de 2026, indicador que, segundo a proposta, já havia sido atingido em junho.
💬 Fale com os jornalistas do Midiamax
Tem alguma denúncia, flagrante, reclamação ou sugestão de pauta para o Jornal Midiamax?
🗣️ Envie direto para nossos jornalistas pelo WhatsApp (67) 99207-4330. O sigilo está garantido na lei.
✅ Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para nos encontrar nas redes sociais:
Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, WhatsApp, Bluesky e Threads.
(Revisão: Nichole Munaro)










