O número de seguidores cresceu e tende a aumentar após a morte virar notícia nacional.
O advogado Tiago Pitthan, de 49 anos, veio a óbito na noite deste domingo (5), no hospital da Cassems, na Capital. Conhecido como ‘Bom Sujeito’, Tiago ganhou notoriedade nas redes ao realizar um velório em vida.
Horas antes de seu falecimento, Pitthan postou um story de despedida. A publicação, “sem filtro e sem produção”, como ele próprio escreveu, culminou em um aumento discrepante de seguidores em seu perfil. Na manhã desta segunda-feira (6), o número de seguidores era de 69,3 mil; agora, mais de 75 mil usuários acompanham o perfil, que não para de atrair curiosos. O óbito virou notícia nacional e tem sido compartilhado por vários portais.
Essa curiosidade toda começou quando Tiago decidiu celebrar sua vida em um velório, realizado no mês de junho, em um antigo bar da Capital. Acompanhado por familiares e amigos, o evento de despedida contou com a presença de artistas e apresentações de shows, que traduziram a essência do advogado.
“Não estou desistindo, eu quero viver o máximo que eu puder, mas a realidade é como é, eu lido com ela da melhor forma que eu posso”, afirmou em publicação em seu perfil do Instagram.
Com essa máxima, antes de vir a óbito, o advogado postou um story de despedida em seu perfil. Nele, Tiago pede para que seus seguidores não se preocupem, que ele se sente feliz.
“Não se preocupem. Estou bem, estou feliz. Tudo valeu a pena. Tive uma vida boa e é isso: eu venci”, concluiu. O story e a notícia de seu falecimento repercutiram nas redes, o que resultou em um aumento de mais de cinco mil seguidores. Confira:
Morte sem tabu
Diagnosticado em 2024, ele contou que a ideia surgiu durante o velório do pai. Enquanto parentes e amigos recordavam histórias e celebravam a trajetória do falecido, Tiago Pitthan percebeu que faltava justamente a pessoa homenageada para ouvir aquelas lembranças.
A ideia soou inusitada, não só entre os usuários das redes, mas também para os parentes. Durante entrevista à Folha de São Paulo, para a coluna Morte sem Tabu, o advogado comentou sobre a reação negativa de alguns parentes sobre a celebração em vida.
“Nem todo mundo vai à festa, mesmo pessoas próximas. Tem gente que acha que aceitar a morte é desistir”, comentou.
Desde então, o diagnóstico fez com que Tiago passasse a olhar para a finitude de outra forma. Em vez de se entregar à doença, escolheu dedicar seu tempo à realização de sonhos e experiências que sempre desejou viver.
“Eu não estou morrendo, eu estou vivendo. E eu quero que as pessoas entendam isso. Enquanto a gente está aqui, vamos viver. Vamos viver, vamos ser felizes”, afirmou.
A cerimônia de despedida do advogado será realizada nesta segunda-feira (6), a partir das 10h, no Memorial Park, na Rua Francisco dos Anjos, 442, bairro Universitário. O velório deve ser, na verdade, um gurufim — celebração fúnebre festiva de origem afro-brasileira que combina luto e alegria, em vez de tristeza e choro.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)











