A SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) confirmou mais duas mortes por febre chikungunya em 2026. No total, o Estado já tem 28 vítimas da doença causada pelo mosquito Aedes aegypti.
Boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (6) mostra que ambas as vítimas eram de Dourados. A cidade concentra a maioria dos óbitos, tendo 17 registros.
Uma idosa de 71 anos teve a morte confirmada pela arbovirose no dia 2, apesar de ter sido registrada em 20 de março. Ela tinha diabetes. Uma outra idosa, de 74 anos, morreu em 15 de março e teve o diagnóstico confirmado também no dia 2. Essa vítima tinha doença renal crônica e hipertensão arterial.
Ao todo, Mato Grosso do Sul tem 13.020 casos prováveis, dos quais 8.927 foram confirmados; ainda, 99 gestantes já contraíram a doença.
Quanto à dengue, são 5.010 casos prováveis, sendo 1.279 confirmados. Não há registro de mortes, mas duas estão em investigação.
O que é a chikungunya

A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países.
Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros. Febre alta e dores articulares marcantes são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos.
Além disso, a doença pode provocar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré e outras condições graves. Em casos mais severos, pode haver necessidade de internação e risco de morte.
Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado. Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








