Moradores de Mato Grosso do Sul e de todo o Brasil puderam observar um verdadeiro espetáculo celeste com o eclipse lunar, na última quinta-feira (27). A Lua Cheia mergulhou profundamente na umbra, criando o efeito de uma “mordida” que cobriu quase todo o disco lunar. Contudo, quem perdeu a observação desse evento só poderá ver novamente um fenômeno semelhante em junho de 2029.
Segundo a astrônoma do Observatório Nacional, Dra. Josina Oliveira do Nascimento, na quinta-feira, o fenômeno obscureceu 96,2% da Lua, o que o torna visualmente quase um eclipse total.
Um eclipse lunar ocorre quando a Lua entra na sombra projetada pela Terra. Como o plano da órbita da Lua é inclinado em 5 graus em relação ao plano da órbita da Terra ao redor do Sol, esse alinhamento não ocorre em todas as fases de Lua Cheia.
“O Sol incide na Terra e uma sombra se forma no espaço. Essa sombra tem duas partes: a penumbra (sombra clara) e a umbra (sombra escura)”, explica Josina.
Próximos eventos no calendário
As próximas chances serão mais discretas por um tempo: o ano de 2027 terá dois eclipses lunares, mas ambos serão do tipo penumbral, em que a diferença de brilho é quase imperceptível a olho nu. Além disso, haverá um quase eclipse lunar.
Em 2028, na noite de 11 para 12 de janeiro, haverá um eclipse parcial da Lua, visível em todo o Brasil, mas o obscurecimento será de somente 2,4%. Também haverá outro eclipse parcial da Lua e um total, mas eles não serão visíveis no Brasil.
No entanto, um eclipse total da Lua, com o disco ficando avermelhado e visível em todo o Brasil, só vai ocorrer na noite de 25 para 26 de junho de 2029.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)







