O governo da Bolívia decretou estado de emergência para enfrentar secas e enchentes causadas pelo fenômeno climático Super El Niño.
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, fez o anúncio para combater secas e inundações neste sábado (31). O decreto permitirá liberar mais recursos financeiros e mobilizar equipes de resgate para atuar em áreas críticas do país.
Rodrigo Paz afirmou que a gestão dedica esforços para reduzir os impactos climáticos. “Fizemos um trabalho enorme para preservar o meio ambiente e para que o efeito neste ano do Super El Niño seja o mínimo possível”, disse Paz em vídeo publicado na rede social X.
O governo prometeu uma resposta rápida para defender a população diante da crise. “Vamos dedicar o nosso maior esforço para que esta seca, que já está afetando várias regiões do país, e as inundações posteriores tenham o menor impacto possível”, declarou o presidente.
A OMM (Organização Meteorológica Mundial) confirmou no início de setembro que o El Niño deve se intensificar nos próximos meses. A entidade projeta que o fenômeno alcance o nível “muito forte” até o fim deste ano e continue com efeitos severos, com probabilidade de persistir até fevereiro de 2027 perto de 100%.
Líderes internacionais alertaram para os riscos do aquecimento das águas do Oceano Pacífico Tropical. A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que a intensidade do evento exige preparação para reduzir prejuízos. No mesmo relatório, António Guterres, secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), destacou que a elevação contínua das temperaturas coloca o planeta em zona de risco.
O avanço do Super El Niño também acende alertas para a agricultura no Brasil. A alteração nos padrões de chuva traz riscos ao campo, como pressão sobre o crédito rural, potencial repasse para a inflação de alimentos e gargalos logísticos no escoamento de grãos por causa da queda nos níveis dos rios.










