A polícia da Polônia prendeu uma médica patologista de 57 anos após a descoberta de 34 fetos humanos enterrados no Jardim de uma residência na cidade de Lutoryz, no sudeste do país. O caso veio à tona durante obras realizadas no imóvel e mobilizou autoridades locais, que investigam a origem dos corpos e a possível utilização deles em experimentos.
As investigações foram iniciadas após a Procuradoria Regional de Rzeszów ser informada, em 10 de junho, sobre a localização de materiais classificados como resíduos médicos na propriedade. Entre os itens encontrados estavam blocos de parafina e lâminas de microscópio, normalmente utilizados em análises laboratoriais.
Durante as diligências, os investigadores identificaram que a antiga proprietária da casa era Magdalena H., médica patologista sem antecedentes criminais. A partir da ampliação das buscas, foram localizados os 34 fetos enterrados no terreno.
Segundo a polícia, os atuais donos do imóvel adquiriram a propriedade da profissional, que atuava na área de patologia. As circunstâncias em que os corpos foram mantidos e enterrados ainda são apuradas pelas autoridades.
Investigação em andamento
A principal linha investigativa aponta para a possibilidade de que os fetos tenham sido utilizados em estudos ou experimentos conduzidos pela médica. Caso seja condenada, ela poderá cumprir pena de até 12 anos de prisão.
Até o momento, os investigadores afirmam não ter encontrado indícios de que os fetos tenham sido obtidos por meio de abortos ilegais ou outras práticas criminosas relacionadas à origem dos corpos.
Repercussão nacional
O caso provocou forte repercussão na Polônia, país de tradição majoritariamente católica e que possui uma das legislações mais restritivas da Europa em relação ao aborto.
As autoridades aguardam agora os resultados de exames periciais para esclarecer a procedência dos fetos, o período em que permaneceram enterrados e eventual responsabilidade criminal da suspeita.
*Com informações do Metrópoles.
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(Revisão: Nichole Munaro)







