A prefeita Adriane Lopes (PP) deve decidir se intervém ou não no Consórcio Guaicurus até esta sexta-feira (19), mas adianta que um acordo com a empresa que opera no transporte coletivo de Campo Grande pode mudar os rumos para os empresários.
“Eu disse: ‘Diálogo aberto para a construção, mas eu preciso de resultados’. As pessoas me cobram resultados, e eu também vou cobrar do consórcio um serviço de qualidade e resultados”, afirma a chefe do Executivo Municipal em agenda nesta segunda-feira (15).
Entretanto, a prefeita garante que, se não houver mudança, pode intervir no Consórcio Guaicurus. “São anos a fim de um consórcio que não está satisfazendo a população de Campo Grande com serviços prestados, e o Poder Municipal tem que tomar uma medida. Ou se recebe uma proposta de mudança, de investimentos que foram deixados de se fazer ao decorrer dos anos, ou eu não vejo outro caminho a não ser a intervenção”, garante.
Na segunda-feira passada, o grupo de trabalho formado para analisar a necessidade da intervenção fechou o cerco contra o Consórcio Guaicurus e recomendou que o Executivo Municipal intervenha no contrato.
Agora, cabe à Prefeitura determinar uma intervenção ou não. Segundo Adriane, um representante do Consórcio Guaicurus procurou a Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos) para marcar uma reunião.
Adriane afirma que o diálogo com os empresários está aberto. “Eu preciso que o Consórcio, ou o representante do Consórcio, faça uma proposta plausível diante dos 235 ônibus que precisam ser trocados em Campo Grande. E se virar o ano, daqui a seis meses serão 330 ônibus”, diz, diante da urgência da situação.
O diretor-presidente da Agereg, Paulo Silva, informou ao Jornal Midiamax que a pasta ainda está acertando a agenda com o Consórcio Guaicurus.
Comissão decide pela intervenção e ‘fecha o cerco’ ao Consórcio Guaicurus
O grupo de trabalho criado pela Prefeitura de Campo Grande para avaliar a necessidade de intervir no contrato do Consórcio Guaicurus — que administra o serviço de transporte coletivo — recomendou à prefeita Adriane Lopes (PP) que inicie o processo de intervenção e pediu a nomeação de um interventor.
Conforme relatório, finalizado em 8 de junho de 2026, a comissão levou em conta, entre outros motivos, as mais de 15 mil ocorrências por descumprimento de horário e por omissões de viagens, conforme registros da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito).
No documento de 31 páginas, a comissão criada em março também elenca como agravante o índice de reprovação nas inspeções de segurança veicular. Segundo o apontado, os dados evidenciaram o agravamento da situação, passando de 5,4% em 2020 a 18,6% em 2025.
Com isso, a comissão especial recomenda à Prefeitura de Campo Grande a intervenção na concessão do Consórcio Guaicurus mediante a nomeação de um interventor, por meio de um decreto.
Entretanto, pontua que a medida deve ter “caráter temporário, investigatório e fiscalizatório” e, se declarada, o procedimento administrativo deverá ser instaurado em até 30 dias.
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(Revisão: Nichole Munaro)







