O número de mortos provocado pelos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) chegou a 1.719, conforme balanço atualizado pelo governo às 15h desta segunda-feira (29). O levantamento também contabiliza 5.034 feridos, 15.866 pessoas desalojadas e 22.619 atendimentos hospitalares relacionados ao desastre. As autoridades ressaltam que os números ainda são provisórios e podem aumentar à medida que as buscas avançam.
Os dois fortes tremores, considerados os mais intensos registrados no país em mais de um século, devastaram áreas da região norte venezuelana, incluindo Caracas e cidades vizinhas. No litoral leste, La Guaira concentra os maiores danos. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, permanece fechado, enquanto outros terminais, como o de Valencia, retomaram as operações, publicou o G1.
Estimativas da OIM (Organização Internacional para as Migrações), ligada à ONU, apontam que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelo desastre. A agência também calcula que cerca de 50 mil moradores ainda estejam desaparecidos.
Nesta segunda-feira (29), um novo abalo sísmico de magnitude 4,6 foi registrado em Caraballeda, a aproximadamente 30 quilômetros de Caracas, segundo o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos).
Apesar do susto entre moradores, as autoridades informaram que não houve registro imediato de novos danos. Desde o terremoto principal, outros tremores secundários também foram sentidos na sexta-feira (26) e no domingo (28).
Enquanto isso, equipes venezuelanas e internacionais mantêm as operações de resgate. Especialistas alertam que as possibilidades de localizar sobreviventes diminuem significativamente após as primeiras 72 horas de um desastre dessa magnitude, embora 33 pessoas tenham sido resgatadas com vida no domingo.
O trabalho continua sendo realizado, em grande parte, de forma manual e sob altas temperaturas, fatores que dificultam o avanço das buscas. Socorristas relatam ainda que o processo de decomposição das vítimas tem agravado as condições nas áreas mais atingidas.
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(Revisão: Nichole Munaro)








