Edvan da Silva Rodrigues foi condenador a 30 anos e oito meses de reclusão pelo feminicídio de Bruna dos Santos Maroto. A vítima foi espancada e esfaqueada na casa do companheiro, no Jardim Los Angeles, em Campo Grande.
O julgamento, que teve início na manhã desta quarta-feira (21). Durante depoimento, o réu negou a autoria do crime e disse que Bruna já estaria morta quando ele chegou ao local.
Edvan também afirmou que tentou salvar Bruna. “Eu pedi ajuda a um homem, pedi o telefone dele emprestado e liguei para o Samu. Depois, fui tentar achar alguém que tivesse carro e levasse ela para emergência.”, justificou.
O julgamento terminou por volta das 15h30. A sentença foi proferida pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. O regime inicial de cumprimento da pena é fechado.
Conforme a sentença, além da prisão, Edvan foi condenado ao pagamento de R$ 15 mil de indenização por danos morais aos familiares de Bruna.
Relembre o caso
O feminicídio aconteceu no dia 27 de dezembro de 2024. Conforme denúncia do Ministério Público, Bruna foi espancada e esfaqueada por Edvan.
À época do crime, Edvan disse que havia ido ao supermercado e, quando retornou, encontrou Bruna morta. A vítima apresentava lesões graves no rosto e no crânio. O companheiro dela foi preso horas depois do feminicídio, escondido na casa de um amigo.
Questionado sobre a morte de Bruna, Edvan disse que estava com a companheira naquela noite, mas alegou que, em determinado momento, ela teve uma crise epiléptica, passando a se debater no chão e se machucar. Durante o interrogatório, acabou confessando o crime.
Segundo a denúncia, o acusado acumula diversos registros por violência doméstica. A última ocorrência registrada por Bruna contra Edvan foi em novembro de 2023.
A vítima tinha medida protetiva contra o companheiro, mas, ainda assim, reatou o relacionamento com ele e não fez a revogação do pedido de medida protetiva.
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