Após conseguir a liberdade do influenciador Eduardo Razuk e de seu irmão, Rafael, a defesa dos irmãos ainda deve entrar com outro pedido à Justiça para liberar veículos de luxo, valores em conta e até mesmo as redes sociais.
Os dois foram alvos da Operação Rodas da Sorte, da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, que investiga supostos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias envolvendo rifas de carros de luxo promovidas pelo influenciador.
À reportagem, o advogado Tiago Bunning confirmou a nova investida da defesa de Razuk: “Nosso objetivo inicial era a liberdade e estávamos inteiramente dedicados a isso. Agora, iniciamos a segunda fase, que é traçar a liberação de bens, valores e rede social”, disse o advogado.
Preso no dia 18 de agosto, Razuk foi liberado pela Justiça, conforme o advogado Tiago Bunning: “Em nosso pedido, além de comprovarmos a legalidade dos sorteios divulgados por Eduardo, defendemos que as cautelares que já foram cumpridas (tais como a busca, o sequestro de bens e valores e a suspensão das redes sociais) seriam suficientes para assegurar a investigação e tornariam a prisão desnecessária. A magistrada, de forma prudente e acertada, revogou a prisão preventiva”, disse.
Operação apreende carros de luxo, imóveis e R$ 500 milhões de investigados

A Operação Rodas da Sorte cumpriu mandados de prisão e busca em Campo Grande, Rio de Janeiro e João Pessoa, além da apreensão de 22 veículos de luxo avaliados em R$ 20 milhões. Também houve a indisponibilidade de 5 imóveis e de aproximadamente R$ 500 milhões em contas bancárias dos investigados.
O proprietário da FM Agenciamento Publicitário & Intermediação de Negócios Ltda. (inscrita no CNPJ nº 30.999.856/0001-83), Cícero Fabiano Melo Silva, foi preso na Paraíba. Ele é investigado pela utilização de mecanismo para lavar dinheiro oriundo das atividades. A defesa do empresário afirma que o Paraíba Premiado não tem relação com os fatos investigados.
Conforme as investigações, a empresa paraibana, que tinha autorização da Lotep (autarquia da Paraíba para realizar sorteios), era usada por Razuk para ‘esquentar’ os sorteios ilegais.
No entanto, a Polícia Civil concluiu que a estrutura não passava de uma engrenagem para maquiar as irregularidades. A empresa paraibana atuava como empresa de fachada, emprestando uma “roupagem de licitude” para que influenciadores de diversos estados continuassem promovendo rifas ilegais.
A investigação apurou que os sorteios ilegais começaram em 2019 e tinham como prêmios, em via de regra, carros de luxo avaliados entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, além de smartphones de última geração e Pix.
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(Revisão: Nichole Munaro)






