A mãe da pequena Ayla Emanuelly, que completa um mês de vida nesta quarta-feira (12), continua em estado de choque. Segundo a madrinha da criança, a adolescente de 17 anos segue triste com a situação e ansiosa para ter a bebê em seu colo novamente.
A bebê chegou a Campo Grande na tarde de terça-feira (11) após ser repatriada e ficar em um abrigo de Ponta Porã. Ayla foi sequestrada e um casal foi preso pelo crime, em Pedro Juan Caballero, e depois entregue à Polícia Federal em Ponta Porã. Pelo menos três pessoas foram presas, sendo duas encontradas com a criança e um homem suspeito de ter emprestado o imóvel para o casal praticar o crime.
Ayla completa um mês de vida nesta quarta-feira (12), seis dias após ser sequestrada e levada para o Paraguai, onde foi resgatada. Com a pequena já em Campo Grande, a família segue ansiosa para ver Ayla novamente. A criança foi registrada pela mãe na segunda-feira (10).
Relembre
Ayla foi sequestrada na tarde da última quinta-feira (6), em Campo Grande. A versão apresentada pela mãe, uma adolescente de 17 anos, é que ela teria sido atraída por Suzilaine da Graça Costa, de 37 anos, para ir até a casa, com a finalidade de cuidar de um bebê de apenas seis meses.
A adolescente receberia R$ 100 pela diária de babá. Entretanto, ao chegar ao local, na companhia da sua irmã, de 12 anos, ambas foram obrigadas a entregar Ayla sob ameaças.
Desde então, várias versões sobre o caso apareceram, mas nenhuma foi oficialmente confirmada pela PCMS (Polícia Civil de Mato Grosso do Sul), uma vez que o caso segue em investigação sob sigilo pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
A criança foi encontrada no Paraguai na madrugada de domingo (9). Suzilaine, que estaria morando há dois meses no país vizinho a Mato Grosso do Sul, foi presa na companhia de um homem identificado oficialmente como Alex Melo de Abreu, que inicialmente apresentou um nome falso.
De acordo com a família da adolescente, a suspeita teria se aproximado da mãe durante a gestação e se oferecido para fazer um book de fotos da recém-nascida de graça.
“Ela conheceu essa moça por um grupo de doação, quando ela estava na reta final da gravidez, e, por volta dos oito para nove meses de gestação, essa moça falava que ia doar roupa para ela, dar carrinho e um book de fotos. Aí ela aceitou”, contou a familiar.
A mulher já havia ido à casa da adolescente para levar roupas de criança para a recém-nascida.
“Aí essa moça falou para ela que ia pagar R$ 100 para ela cuidar da filha de seis meses dela [suspeita], que ela podia levar a recém-nascida junto”, explicou a familiar da mãe da bebê.
As adolescentes teriam ficado presas no imóvel até de madrugada, momento em que os suspeitos as libertaram, sem a recém-nascida, e deixaram as duas próximas a uma área de mata na Avenida Guaicurus.
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(Revisão: Nichole Munaro)






