Um empresário, de 72 anos, foi preso na tarde de quarta-feira (14), suspeito de extorquir o proprietário de uma madeireira, em Campo Grande. Uma ação de monitoramento do GOI (Grupo de Operações e Investigações) foi montada, assim, o suspeito foi capturado no momento em que teria ido até a empresa.
Conforme a Polícia Civil, as investigações iniciaram após a vítima procurar a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) para registrar um boletim de ocorrência. Na ocasião, ela relatou que estava sendo vítima de ameaças e exigências ilegais por parte do empresário.
Consta no boletim de ocorrência que a vítima comprou R$ 200 mil em madeiras; no entanto, teria pago R$ 100 mil à vista, entregando um cheque no valor restante para ser pago parcelado conforme entrasse dinheiro no caixa. No entanto, o empresário estaria cobrando juros no valor de 10% desde o início da dívida, que ultrapassaria o valor de R$ 500 mil.
Assim, a vítima teria passado a ser pressionada a realizar pagamentos considerados indevidos, mesmo alegando já ter quitado integralmente a dívida. O empresário teria exigido o pagamento de valores a título de juros, ameaçando a vítima caso não aceitasse as condições que estavam sendo impostas. Ainda teria afirmado que, caso a dívida não fosse resolvida “da maneira dele”, “iria passear com um terceiro dentro do carro”.
Para a polícia, a vítima contou que foi coagida a permitir que uma máquina de cartão vinculada ao suspeito fosse instalada dentro da sua empresa, dessa forma, os pagamentos realizados por clientes fossem direcionados diretamente para contas controladas pelo suspeito.
Ele também foi pressionado a assinar uma procuração concedendo amplos poderes sobre a administração da madeireira e a emitir notas fiscais em favor de empresa pertencente ao suspeito.
Assim, na tarde de terça-feira, os policiais foram acionados informando que o suspeito estaria indo até a madeireira para dar continuidade às exigências consideradas ilícitas. Com isso, uma operação de monitoramento foi realizada nas proximidades do estabelecimento, momento em que o suspeito chegou ao local.
Durante a abordagem, o idoso resistiu e precisou ser algemado; no entanto, teria posteriormente colaborado com as medidas legais. Assim, ele foi encaminhado para a delegacia de polícia.
Já a vítima entregou aos policiais diversos documentos, comprovantes de pagamentos e uma máquina de cartões, que, segundo as investigações, era utilizada para direcionar valores recebidos pela empresa diretamente ao suspeito.
Para a reportagem do Jornal Midiamax, a defesa do empresário mencionou que não houve qualquer tipo de extorção. “Vai comprovar que jamais praticou qualquer tipo de extorsão contra qualquer pessoa. Na verdade, tudo o que foi feito neste caso ocorreu mediante contrato e consenso, e jamais de forma agressiva, violenta ou com a intenção de obter qualquer tipo de vantagem indevida”, afirmou a defesa, representada pelo advogado Gustavo Lazzari.
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