Familiares da criança brasileira de seis anos agredida pelo padrasto paraguaio, no país vizinho, pediram apoio de entidades para acompanhar o caso. Com isso, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) foi acionado para analisar a ocorrência, que envolve o padrasto preso no Paraguai.
As agressões foram descobertas pela mãe da criança, no último sábado (18), em sua casa, em Pedro Juan Caballero. A criança morava com a avó paterna desde os três anos de idade em Ponta Porã. Porém, a mãe da vítima a pegou para passar o fim de semana com ela no país vizinho. Na ocasião, a criança ficou com o padrasto, enquanto a mãe trabalhava em um salão de beleza.
Ao chegar em casa, a mulher viu que a menina estava com hematomas por todo o corpo. Assim que o caso foi denunciado, o padrasto, de 23 anos, foi preso em flagrante. No hospital, a criança teria afirmado que foi agredida pelo homem.
A avó paterna da criança então acionou autoridades de Mato Grosso do Sul para ter a neta de volta, visto que a menina estaria ainda no Paraguai. Com isso, procurou a AAPP (Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Ponta Porã), uma vez que a criança tem TEA (transtorno do espectro autista) e era acompanhada por profissionais em Ponta Porã.
Em nota, a associação afirmou que, em situações como essa, a família recebe orientação para dar seguimento ao caso. Dessa forma, o MPMS foi acionado para apurar a ocorrência.
Segundo a nota da AAPP, o MPMS teria afirmado que o caso será analisado dentro das suas atribuições legais.
A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo da OAB de Ponta Porã e a Comissão Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo da OAB-MS também foram acionadas.
Morava em Ponta Porã
Segundo informações, a criança mora com a avó desde os três anos de idade. Com isso, a criança estaria matriculada regularmente na escola e teria acompanhamento pelos serviços da assistência social do município.
Agressões
Um homem de 23 anos, de nacionalidade paraguaia, foi preso por suspeita de agredir a enteada de 6 anos, que tem TEA (transtorno do espectro autista). A prisão aconteceu em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Mato Grosso do Sul, onde as agressões teriam sido praticadas.
A criança foi deixada com o homem para a mãe ir ao trabalho. Ao retornar, a mulher encontrou a vítima com hematomas nas costas, no pescoço, no rosto, na região dos glúteos e no tórax. A mãe levou a menina para o Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde um relatório médico também apontou ferimentos causados por mordidas.
A criança mora com a avó paterna em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. A mãe da menina a buscou para passar o fim de semana com ela no país vizinho, ocasião em que as agressões aconteceram.
No hospital, a criança afirmou que as agressões haviam sido praticadas pelo padrasto. De acordo com informações da imprensa local, o homem foi preso ao ir à delegacia com um advogado, por determinação do Ministério Público do país vizinho. O caso será investigado pelo Paraguai.
A avó da criança, porém, pede apoio para que a criança retorne ao Brasil após ter alta médica. As informações foram divulgadas pelo portal Ponta Porã News, onde a mulher afirmou que a criança precisa de rotina e dos cuidados dela, que é avó.
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(Revisão: Nichole Munaro)






