Alguns comerciantes da Rua 14 de Julho, em Campo Grande, estão sem energia desde segunda-feira (28), por conta do furto de fios de cobre na região. Um dos lojistas, que preferiu não se identificar, disse que, ontem pela manhã, ao chegar ao comércio, já não havia energia. Segundo ele, esta já é a quarta vez que a loja fica sem luz em razão do furto de fios.
“A loja até está aberta, mas, sem luz, não tem muito o que fazer. Isso afasta os clientes”, reclama o comerciante. Segundo ele, a situação coloca em risco até mesmo a segurança do local.
Sem ter para quem recorrer, a vítima já começa a pensar em novas estratégias de segurança. “Vamos reforçar a segurança no quadro de energia, senão vai ter transtorno de novo”, ressaltou.
Além dos furtos, a situação da região central também gera incômodo e reclamações. “A nossa realidade atual é triste e há tempos vem sendo assim. O Centro está completamente jogado, não tem manutenção, luzes queimadas, não consertam, noiados voltando a se acumular no Centro, as estruturas das calçadas se deteriorando e não tem reparo, não se preocupam”, lamenta o dono do comércio.
O secretário especial de Segurança e Defesa Social de Campo Grande, Anderson Gonzaga, disse na manhã desta terça-feira (29), à reportagem do Jornal Midiamax, que o município tem intensificado as ações de fiscalização para combater o furto de fios de cobre.
“A Guarda Municipal intensificou a fiscalização rigorosa em ferros-velhos para combater a receptação de materiais furtados, exigindo documentação de origem e dados dos vendedores. A operação, que ocorre com frequência diária ou interdiária, foca em mapear áreas de incidência de furtos, como as regiões central e do Anduizinho, para desmantelar locais ilegais”, reforçou.
Lei sancionada
O Governo Federal sancionou, em julho de 2025, a Lei nº 15.181, que endureceu as penas para furto, roubo e receptação de fios, cabos e equipamentos utilizados nos serviços de energia elétrica, telefonia e transferência de dados.
Com a mudança, o furto desses materiais passou a ter pena de dois a oito anos de reclusão, além de multa. A legislação também endureceu a punição para a receptação desse tipo de material.
Em abril deste ano, uma nova alteração no Código Penal, por meio da Lei nº 15.397/2026, aumentou a pena prevista para o furto em geral, além de modificar as punições de outros crimes patrimoniais.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)







