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Polícia

Infiltrados na Sejusp: Gaeco mira 9 policiais da Defron e delegado por desvio de cocaína

Segunda fase da Operação Infiltrados foi deflagrada nesta quinta-feira (5)
Gabriel Maymone, Thatiana Melo -
Infiltrados na Sejusp: Gaeco mira 9 policiais da Defron e delegado por desvio de cocaína
Gaeco cumpre mandados em operação que apura desvio de cocaína por policiais em MS. (Divulgação, Gaeco)

Nove policiais civis que já foram lotados na Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) e um delegado são os principais alvos da Operação Infiltrados II, deflagrada nesta quinta-feira (5) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), com o objetivo de desmantelar grupo de agentes da segurança infiltrados na Sejusp-MS (Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) para atuarem em conluio com traficantes.

Agentes do Gaeco estiveram na Rua Nova Era nesta quinta-feira (5), para cumprir mandados de busca e apreensão no apartamento do delegado Guilherme Scucuglia, que esteve à frente da Defron em 2025 e que atualmente está lotado na Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos).

Conforme o Ministério Público, os alvos integravam esquema que desviava cocaína apreendida em operações policiais. Eles retiravam a droga tanto durante as diligências como diretamente dos depósitos da delegacia, ou até mesmo no trajeto para incineração.

O ponto mais crítico do esquema ocorreu em setembro de 2025, quando mais de 500 quilos de cocaína destinados à destruição foram desviados e entregues a traficantes para reintrodução no mercado ilícito.

A ofensiva cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em , , e Santa Terezinha de Itaipu (PR), contando com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil, do Batalhão de Choque e do Gaeco paranaense.

Os nove policiais foram alvo de medidas cautelares para afastamento das funções.

O nome da operação faz alusão direta à subversão da função pública, com criminosos infiltrados na estrutura de segurança do Estado para blindar e alimentar o próprio crime.

O Jornal Midiamax entrou em contato com a Sejusp para saber sobre a operação com alvos em policiais civis, mas não obtivemos retorno até a publicação da matéria. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

Primeira fase prendeu delegado

Delegado Hoffman D’Ávila. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

A primeira fase da Operação Infiltrados ocorreu no dia 24 de setembro e cumpriu 26 mandados de prisão. Entre os principais alvos presos, estavam o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, ex-titular da Denar e do Garras, nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal.

O esquema é o mesmo: agentes de segurança usavam a própria estrutura policial para subtrair grandes quantidades de drogas apreendidas e repassá-las diretamente a traficantes, que reintroduziam o material no mercado ilícito.

O esquema funcionava a partir da omissão de registros no momento dos flagrantes ou pela retirada direta dos entorpecentes de dentro dos depósitos policiais.

Com base no inquérito, o Ministério Público denunciou os envolvidos por crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, solicitando a perda imediata das funções públicas e o pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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