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Polícia

Apontado como operador financeiro de grupo do tráfico vivia em casa de alto padrão na fronteira

Fahd Haidar foi preso em Ponta Porã, durante a Operação Ifrit
Gabriel Maymone, Lívia Bezerra -
Apontado como operador financeiro de grupo do tráfico vivia em casa de alto padrão na fronteira
Casa de alto padrão é composta por três salas, suítes e área de lazer. (Reprodução)

Apontado como um dos operadores financeiros do grupo que movimentou mais de R$ 500 milhões com o tráfico de drogas, Fahd Haidar, de 25 anos, vivia em uma casa de alto padrão em , cidade que faz fronteira com o Paraguai por meio de Pedro Juan Caballero. Ele foi preso durante a Operação Ifrit, deflagrada pela PF (Polícia Federal), em conjunto com a Receita Federal, na quarta-feira (4), e passou por audiência de custódia no mesmo dia, tendo a prisão mantida pela Justiça.

Filho de Nasser Haidar, Fahd é um dos 29 alvos da operação que mirou organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a facções criminosas, com participação de policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um PRF (Policial Rodoviário Federal) de outro estado. Fahd é dono do Centro Hípico Fahd Haidar, em Ponta Porã. 

As equipes da PF chegaram ao imóvel de Fahd por volta das 5h para cumprir os mandados de busca e apreensão e de prisão expedidos pela 3ª Vara Federal de . No local, os policiais determinaram a abertura da residência, mas, como os moradores demoraram, as equipes arrombaram a porta e um painel de vidro.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais constataram que a residência é de alto padrão, composta por três salas, cozinha, despensa, área de lazer, banheiro externo, depósito, lavanderia, banheiro interno, três suítes e um escritório.

Na ocasião, enquanto um dos policiais fazia a varredura inicial de segurança, Fahd apresentou-se e foi contido. Durante as buscas no quarto do investigado, os policiais encontraram duas pistolas de calibre 9 mm — uma sob o colchão e outra em uma gaveta.

Os policiais federais também encontraram carregadores em gavetas e em um cofre. Fahd alegou que não tinha a chave do cofre, então as equipes usaram a força para abri-lo. Questionado pela PF, ele não apresentou qualquer registro ou autorização para a posse das armas.

Veículos apreendidos

Além do mandado de prisão preventiva, Fahd foi preso em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Na casa de alto padrão, também foram apreendidos alguns veículos, como duas caminhonetes RAM, uma Hilux, uma motocicleta BMW S1000 e um Voyage.

No Voyage, inclusive, foram encontrados alguns documentos em nome de Mamede Alhaj Haidar, outro alvo da Operação Ifrit. Mamede é empresário e foi preso, na quarta-feira (4), com um kit de conversão para pistolas Glock dos modelos G17 e G19.

Diante dos fatos, Fahd foi conduzido à Delegacia da PF, juntamente com as armas, os carregadores e outros bens apreendidos. As investigações apontaram que ele seria “um dos operadores financeiros e prestanome da ORCRIM, além de exercer outras funções de caráter acessório”.

A defesa de Fahd informou ao Jornal Midiamax que não teve acesso aos autos e não irá se manifestar acerca dos fatos.

Fahd Haidar foi levado para a PF após ser preso em casa de alto padrão em Ponta Porã. (Reprodução)

Outro alvo da Operação Ifrit, Maroan Fernandes Haidar Ahmed, filho de Bassam Hassan Haidar Ahmed, foi condenado pelo assassinato de Fábio Batista da Silva, em uma lanchonete de um posto de combustíveis na cidade de Rondonópolis, em Mato Grosso. Ele é considerado de elevado grau de periculosidade.

Operação Ifrit

Em Campo Grande, as equipes levaram um Mustang de um condomínio de luxo, na região do Parque dos Novos Estados. O veículo seria de Douglas Tobias, policial civil alvo da Operação Infiltrados, que investiga um esquema que desviava drogas apreendidas pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico).

Os policiais federais também foram até a residência de Hoffman D’Ávila para cumprir mandados. Ou seja, essa é a segunda vez em que o delegado e o policial civil são alvos de operação em menos de dois meses.

A organização criminosa investigada pela PF também teve apreendidos uma caminhonete L200 Triton, armas, munições, dinheiro, dólar e até um relógio Rolex dourado, guardado em uma caixa.

A Operação Ifrit cumpriu 76 mandados judiciais, sendo 25 deles de prisão preventiva e um de prisão temporária, e foi realizada em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. Três policiais civis foram afastados das funções.

Saiba quem são os 29 alvos da operação:

  • Adel Hassan Haidar
  • Adule Vasques Haidar
  • Andrey Elesbão Silva
  • Bassam Hassan Haidar Ahmed
  • Brendo Benega Pereira
  • Bruno Banega
  • Bruno Leonardo Bergamasco
  • Daniel Ecleverson da Silva Barbosa
  • Daniel Jonatas Ferreira
  • Douglas Tobias
  • Eduardo Greco
  • Fahd Haidar
  • Hector Salinas Esquivel
  • Hoffman D’ávila Candido e Sousa
  • Ireneo Ramom Acosta
  • João Fernando Andrade de Carvalho
  • Jorge Adalid Granier Ruiz
  • José Miguel Vela Caprioli Junior
  • Mamede Alhaj Haidar
  • Maroan Fernandes Haidar Ahmed
  • Nasser Haidar
  • Pedro Henrique Flores Camargo
  • Rafael Rodas Neto
  • Renan Braiana Garcia Presotto
  • Salazar José Batista
  • Valdeson Pereira dos Santos
  • Valter Ulisses Martins Silva
  • Victor Hugo Santos Queiroz
  • Vitor da Silva

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(Revisão: Nichole Munaro)

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