Adriele dos Santos, de 34 anos, foi encontrada morta pela própria mãe no final da manhã deste sábado (29), em uma casa na Rua Brasil Central, no bairro Santo Antônio, próxima à Avenida Júlio de Castilho, em Campo Grande. Ela pode ter sido vítima de feminicídio.
Apesar de ainda não ter sido confirmado como ocorreu a morte da mulher, as informações preliminares indicam que a vítima apresenta sinal de esganadura; assim, a hipótese de feminicídio foi levantada.
Ela foi encontrada pela própria mãe, após não responder às mensagens encaminhadas. Assim, a mãe colocou uma escada no muro da residência e pulou; foi quando encontrou Adriele sem vida na sala.

Neste primeiro momento, o principal suspeito da morte seria o seu então companheiro. Inclusive, câmeras de segurança teriam registrado o homem saindo do local logo pela manhã, ao lado do filho, de apenas três anos.
“Vamos iniciar imediatamente as diligências para localizar esse possível autor. Já verificamos que essa mulher não tinha nenhuma medida protetiva vigente e nenhuma ocorrência registrada recentemente, tampouco quanto ao suposto autor. Vamos verificar as imagens; acabamos de realizar a perícia no local”, disse a delegada Larissa Serpa, da 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

O óbito foi confirmado por uma equipe da URSA do Corpo de Bombeiros; há suspeita de que a morte pode ter sido provocada na noite anterior. Conforme a delegada, a causa da morte foi por asfixia; agora a perícia irá confirmar o modo como foi causada.

Matéria editada para acréscimo de informação às 16h33
📍 Onde buscar ajuda em MS
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.
Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.
☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.
As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.
Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.
📍 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
⚠️ Quando a Polícia Civil atua com negligência, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.











