Equipes da Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar realizaram buscas no Rio Miranda, no distrito de Águas do Miranda, na tentativa de localizar a arma usada no assassinato de Ewerton Rodrigues da Silva, em Bonito, a 300 quilômetros de Campo Grande. A polícia informou, neste sábado (31), que instaurou inquérito policial para apurar a responsabilidade do pai do adolescente, de 16 anos, que confessou o crime.
Apesar dos esforços nas buscas, o revólver utilizado no crime não foi encontrado. O inquérito foi aberto na sexta-feira (30). O procedimento apura possíveis irregularidades relacionadas à aquisição, guarda e porte da arma de fogo utilizada no crime.
Durante o interrogatório na Delegacia Regional de Jardim, acompanhado de advogado, o pai do adolescente declarou ser proprietário do revólver utilizado na ocorrência. Segundo sua versão, a arma teria sido adquirida há aproximadamente dois anos, sem documentação ou registro legal, e era mantida municiada no porta-luvas de sua caminhonete. Ele também afirmou que o filho sabia onde o armamento era guardado.
O homem relatou ainda que, após o ocorrido, teria descartado a arma no Rio Miranda, na região do distrito de Águas do Miranda, no trecho entre Bonito e Aquidauana.
Adolescente apreendido
O adolescente, apontado como autor dos disparos, foi apreendido na última quarta-feira (28), em uma residência no bairro Cidade Nova, em Aquidauana. A localização ocorreu após levantamentos realizados pela equipe da Delegacia Regional de
Na quinta-feira (29), ele foi transferido para Jardim, onde foi concluído o AAAINF (Auto de Apuração de Ato Infracional). E, na sexta-feira, o infrator foi encaminhado a uma UNEI (Unidade Educacional de Internação), em outro município do estado.
Durante as investigações, cerca de 13 pessoas foram ouvidas, incluindo o pai do adolescente. O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário na mesma data.
O adolescente é investigado pela prática de atos infracionais análogos aos crimes de homicídio qualificado consumado, contra Ewerton Rodrigues da Silva, e homicídio qualificado tentado, contra o amigo da vítima, que segue internado.
‘Desentendimento interpessoal’
A equipe da 1ª CIPM (1ª Companhia Independente de Polícia Militar) também foi acionada para o local, ouviu testemunhas e analisou câmeras de monitoramento na noite de sábado (24). De acordo com a corporação, tudo aconteceu após um desentendimento interpessoal que resultou em agressões físicas mútuas e disparos de arma de fogo. Os policiais militares seguem em diligências ininterruptas pela região para encontrar e prender os suspeitos.
“O procedimento policial e os elementos de prova foram formalmente apresentados à Delegacia de Polícia Civil de Bonito para as providências de polícia judiciária”, informou a corporação.
Em comentários de uma postagem que classificava o crime como “violência política”, Natália Rodrigues da Silva, irmã de Ewerton, afirmou que o caso ocorreu, na verdade, durante confusão em bar após manifestações políticas em Bonito.
“Não foi isso que aconteceu! Meu irmão foi assassinado, e o foco não foi político. Após uma carreata pró-Bolsonaro, após a finalização da carreata, algumas pessoas estavam em um ‘bar’ na região. Houve uma briga que evoluiu pra agressões, meu irmão não tinha nenhum envolvimento, mas tentou separar; porém, o filho de um dos envolvidos, um garoto de 17 anos, foi até a caminhonete e pegou a arma do pai e saiu atirando nas pessoas”, relatou.
A jovem apelou para que as pessoas não associem o caso à disputa eleitoral.
“Pedimos que não distorçam os fatos, não foi isso que aconteceu! O pai e o menino estão foragidos e o que nós [a família] precisamos é de apoio para localizarmos eles! Que divulguem a foto dos 2, e não o vídeo dessa tragédia. Armas destroem vidas. Porém, a situação não teve envolvimento político. Nos ajudem a conseguir justiça pelo Ewerton, mas peço que retifiquem a matéria com as informações corretas. Que ela trate sobre os problemas de armas, e não que vincule a uma questão de briga política que não aconteceu”, disse a irmã.
💬 Fale com os jornalistas do Midiamax
Tem alguma denúncia, flagrante, reclamação ou sugestão de pauta para o Jornal Midiamax?
🗣️ Envie direto para nossos jornalistas pelo WhatsApp (67) 99207-4330. O sigilo está garantido na lei.
✅ Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para nos encontrar nas redes sociais:
Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, WhatsApp, Bluesky e Threads.







