Diego Macedo Juiz, de 39 anos, conhecido como “Proibido”, suposto integrante da facção PCC (Primeiro Comando da Capital), morto a tiros na madrugada deste sábado (31) em Bonito, a 282 km de Campo Grande, teria sido apontado como traidor e foi morto por próprios integrantes da facção.
Um perfil no Instagram foi criado para falar sobre as mortes de Diego e Douglas Miranda Ribeiro, de 25 anos, passageiro da BMW onde os dois foram executados.
Foram mais de 40 tiros atrás da avenida principal, Cel. Pilad Rebua durante a madrugada. Na rede social, a postagem mostra cartuchos da pistola .45 que possivelmente foram usados no crime.
Em outra postagem aparece a foto de Diego e um x vermelho. Na legenda diz que ele foi excluído do PCC por traição por passar informações à polícia. ‘ELIMINADO DO PCC‘, traz a postagem.
Nenhum suspeito pelo crime foi preso até o momento.

Entenda o caso
Diego e Douglas estavam no carro de luxo BMW 320i quando foram surpreendidos por atiradores. Diego morreu no local, Douglas foi resgatado, mas morreu a caminho do hospital.
Diego estava solto desde o dia 14 de maio deste ano. Mas a vida de “Proibido” no crime iniciou-se em julho de 2015, como autor de um homicídio qualificado cometido em Ponta Porã e registrado pela DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa).
Na época ele se envolveu na morte de Marcos Daniel Medina, ocorrida em 15 de julho de 2015. Segundo denúncia do Ministério Público Estadual, Diego desempenhava função de disciplina do PCC na fronteira com o Paraguai e, devido a um desacerto com a facção, foi decidido que Marcos Daniel deveria ser assassinado. Por este motivo, o réu contratou a vítima para fazer transporte de drogas, como forma de atraí-la para uma emboscada.
Além do homicídio, Diego tinha outras duas passagens, registradas em outubro de 2018, por resistência e desobediência.
Já Douglas havia saído recentemente da cadeia com o uso de tornozeleira eletrônica. Ele possui passagens por descaminho, contrabando e tráfico de drogas, crimes registrados entre os anos de 2022 e 2023. A última prisão foi feita em setembro de 2023, pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteiras), por tráfico.
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