Polícia cria protocolo de atendimento e proteção para pessoas LGBTQIAPN+ em MS Pular para o conteúdo
Polícia

Polícia cria protocolo de atendimento e proteção para pessoas LGBTQIAPN+ em MS

Delegacias deverão fazer atendimento à população LGBTQIAPN+ em um ambiente reservado
Lívia Bezerra -
Imagem ilustrativa. (Henrique Arakaki, Arquivo Midiamax)

A Polícia Civil criou um protocolo institucional de atendimento e proteção para a população LGBTQIAPN+ em Mato Grosso do Sul. Agora, a corporação passa a ter um padrão de atendimento inclusivo em todas as delegacias para todas as pessoas LGBTQIAPN+ que estejam expostas à discriminação, violência, ameaça, exclusão social ou outras formas de vulnerabilidade que demandem atuação policial especializada.

O protocolo foi publicado na página 39 do Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (8), em portaria assinada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Lupersio Degerone Lucio.

De acordo com a portaria, está proibido o uso de expressões pejorativas, o desrespeito à identidade autodeclarada e qualquer conduta que ridicularize ou minimize o relato apresentado à polícia. Os policiais também deverão usar o nome social e os pronomes indicados pela pessoa, independentemente de prévia alteração no registro civil.

O protocolo determina que o descumprimento injustificado das diretrizes pode ser classificado como infração funcional, sem prejuízo das demais responsabilizações cabíveis.

Acolhimento e atendimento à população LGBTQIAPN+

As unidades policiais deverão fazer o atendimento à população LGBTQIAPN+ em um ambiente reservado para assegurar a privacidade, o sigilo e o respeito à intimidade da pessoa. Caso a violência, ameaça, discriminação ou situação de vulnerabilidade apresente relação com a identidade de gênero ou orientação sexual, os servidores da Polícia Civil devem aplicar o Formulário Rogéria.

O Formulário Rogéria (Formulário de Registro de Ocorrência Geral de Emergência e Risco Iminente às Pessoas) foi instituído pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para identificar fatores de risco que indiquem a possibilidade de pessoas LGBTQIAPN+ sofrerem violência, violações de direitos ou situações de emergência.

Especialmente nos casos de busca pessoal, a corporação deverá adotar a solução operacional que preserve a dignidade, a privacidade e a segurança do indivíduo. Os flagrantes motivados por orientação sexual, identidade de gênero ou expressão de gênero deverão ser prioridade nas diligências.

💬 Fale com os jornalistas do Midiamax

Tem alguma denúncia, flagrante, reclamação ou sugestão de pauta para o Jornal Midiamax?

🗣️ Envie direto para nossos jornalistas pelo WhatsApp (67) 99207-4330. O sigilo está garantido na lei.

✅ Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para nos encontrar nas redes sociais:
Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, WhatsApp, Bluesky e Threads.

(Revisão: Nichole Munaro)

Compartilhe

Notícias mais buscadas agora

Saiba mais

Crianças passam mal e pais suspeitam de merenda estragada em Campo Grande

Moradores aprovam sistema compartilhado de patinetes: ‘É acessível e facilita’

Justiça manda soltar motorista envolvido em acidente com morte de idosa na MS-295

Estátua de personagem da Turma da Mônica tem cabeça arrancada em São Paulo

Notícias mais lidas agora

Justiça decreta prisão de Neno Razuk por liderar o jogo do bicho em MS

Chefe da regulação preso por corrupção ganhava R$ 44 mil e pediu promoção por ‘merecimento’

Gutenberg: Justiça mantém prisões de investigados por desvios de R$ 27 milhões

Deputados de MS derrubam moção de repúdio contra Flávio Bolsonaro por ação nos EUA

Últimas Notícias

Cotidiano

Campo Grande firma parceria com Chile e mira integração pela Rota Bioceânica

Acordo foi assinado durante o Tarapacá Day e prevê cooperação em inovação, economia e logística

Famosos

Maya Massafera sente dor absurda após diminuir 4 cm de região do corpo para ficar mais feminina

Confira os detalhes da operação, realizada na Tailândia

Política

Deputado critica corrupção de chefe da regulação da saúde em MS: ‘Crime hediondo’

Ação investiga esquema criminoso que utilizava a liberação de vagas para exames e internações como 'moeda de troca'

Cotidiano

‘Não vou rasgar a Lei do Piso’, diz Adriane Lopes sobre reajuste aos professores

Ela afirma que o Executivo cumprirá a Lei do Piso do Magistério, mas precisa equilibrar a responsabilidade fiscal