Nesta quarta-feira (09), equipe da 3ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, deflagrou a segunda fase da operação que investiga um esquema de estelionato praticado no meio digital e lavagem de dinheiro. Durante a ação, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Ceilândia, área administrativa do Distrito Federal. O objetivo é desarticular o núcleo intelectual do grupo criminoso.
Conforme a Polícia Civil, as investigações apontam que os alvos localizados no Distrito Federal eram os responsáveis por orquestrar as fraudes. Eles também criavam os e-mails, as contas no Mercado Pago e os demais perfis em plataformas digitais utilizados para viabilizar os golpes, lesar as vítimas e ocultar o patrimônio ilícito.
A operação realizada hoje é um desdobramento direto das ações iniciadas em março deste ano, quando a Polícia Civil deflagrou a primeira fase da operação em Caldas Novas, em Goiás. O alvo, na ocasião, era o núcleo operacional da quadrilha, responsável pelo recebimento de mercadorias adquiridas por meio da utilização de cartões de crédito fraudados.
O grupo criminoso usava os dados obtidos de forma ilícita para criar uma aparência de regularidade cadastral. Com as contas e e-mails criados pelo núcleo do Distrito Federal, os criminosos habilitavam linhas telefônicas, abriam contas bancárias e contratavam empréstimos.
O dinheiro obtido ilegalmente era usado na compra de produtos e em diferentes transações, o que dificultava acompanhar a origem, caracterizando o crime de lavagem de dinheiro.
Os dispositivos e documentos apreendidos nesta segunda fase serão submetidos a uma análise a fim de mapear a totalidade dos valores movimentados pelo grupo e garantir a responsabilização criminal de todos os envolvidos no esquema.
A ação contou com o apoio operacional da Corf (Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes, da Polícia Civil do Distrito Federal, além do suporte estratégico da Assessoria de Inteligência do TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
Os suspeitos já haviam sido investigados anteriormente pela DRCC (Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos) da Polícia Civil do Distrito Federal e pela PF (Polícia Federal).
💬 Fale com os jornalistas do Midiamax
Tem alguma denúncia, flagrante, reclamação ou sugestão de pauta para o Jornal Midiamax?
🗣️ Envie direto para nossos jornalistas pelo WhatsApp (67) 99207-4330. O sigilo está garantido na lei.
✅ Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para nos encontrar nas redes sociais:
Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, WhatsApp, Bluesky e Threads.










