O homem, de 33 anos, que tentou matar a própria companheira, de 30 anos, com uma motosserra, foi condenado nesta quinta-feira (6) a oito anos e oito meses de reclusão em regime fechado. O caso ocorreu no dia 17 de outubro do ano passado, em Campo Grande.
O casal estava junto há aproximadamente 10 anos e do relacionamento possui dois filhos. Ambos trabalhavam como caseiros em uma propriedade.
Na data dos fatos, o réu havia ingerido bebida alcoólica; assim, quando já estava embriagado, passou a discutir com a companheira, pois queria sair de casa para ir comprar drogas. A vítima estava ao lado de uma motosserra, sobre uma baqueta.
Em determinado momento, ele pegou o equipamento e o ligou. Inicialmente, a mulher não acreditou que ele pretendesse atacá-la, mas foi surpreendida quando ele correu em sua direção com o equipamento ligado. Ao virar-se para correr, sentiu sua perna ser atingida pelo equipamento.
Na ocasião, a vítima então caiu ao chão, sem forças nas pernas, e começou a perder grande quantidade de sangue. Enquanto a vítima estava ferida, o réu teria pegado a motosserra e começado a limpá-la.
A vítima permaneceu agonizando no chão, acompanhada da filha de quatro anos, que presenciou toda a cena. Assim, em meio ao choro da criança, ela conseguiu alcançar o celular e solicitar socorro, entrando em contato com a mãe dele e relatando o ocorrido.
Algum tempo depois, a sogra chegou ao local e conduziu a vítima até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) das Moreninhas. Após o atendimento inicial, a vítima foi encaminhada à Santa Casa, onde permaneceu internada.
Já nesta quinta-feira, o homem sentou-se no banco dos réus e foi condenado a oito anos e oito meses de prisão em regime fechado, sem o direito de recorrer em liberdade. Além disso, foi condenado também a pagar indenização mínima de 10 salários.
📍 Onde buscar ajuda em MS
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.
Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.
☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.
As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.
Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.
📍 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
⚠️ Quando a Polícia Civil atua com negligência, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.





