Uma testemunha avistou o sapato de Isabel Cristina Freitas de Souza dias antes da polícia encontrá-la morta nesta terça-feira (3), em um córrego na região de Terenos, a 31 quilômetros de Campo Grande. A mulher tinha 38 anos e estava há dez dias desaparecida. O homem que foi visto com ela pela última vez ainda não foi localizado, e a suspeita é de feminicídio.
Ao Jornal Midiamax, a irmã de Isabel contou que soube pela imprensa que ela foi encontrada. Pouco tempo depois, recebeu a ligação da polícia informando da localização. “Eu soube porque comecei a receber muitas ligações ao mesmo tempo, dizendo que estava na televisão e eu não tinha visto”, contou.
Segundo ela, o sapato da Isabel foi encontrado no dia anterior por uma testemunha, às margens do córrego. A peça foi entregue à equipe da Deam e os policiais foram até o local.
“Por volta das 18h40, a delegada me ligou e informou que ela foi encontrada com as características que eu tinha descrito. E o sapato dela também foi encontrado no dia anterior; foi graças a isso que chegaram ao corpo dela”, afirmou a familiar.
Mototaxista desapareceu após ser informado do boletim de ocorrência
O homem visto com Isabel pela última vez é mototaxista e foi visto em um pagode na Avenida Capibaribe com a vítima. Depois, os dois foram vistos em uma conveniência, de onde saíram ocupando uma motocicleta Yamaha Factor, de cor branca.
“Ele não foi só naquele pagode, ele esteve em uma conveniência lá no Portal Caiobá, onde a Isabel subiu na moto com ele e saíram. Depois, a gente não viu mais ela. Na verdade, eu tive contato com ela uns 20 minutos depois que ela saiu dessa conveniência e ela não apareceu mais depois disso”, explicou a irmã.
Outro ponto que levanta suspeitas é que o mototaxista sumiu após ser informado de que um boletim de ocorrência havia sido registrado. “Na terça-feira, eu conversei com ele ainda. Ele falou que ela não estava com ele e que não tinha problema nenhum em dar satisfação na delegacia. Mas, assim que eu avisei que fiz boletim de ocorrência e que ele ia ter que ser chamado na delegacia, ele sumiu. E ninguém sabe dele”, revelou.
Família pede justiça
Inclusive, a família tem divulgado cartaz nas ruas e a foto do suspeito nas redes sociais. “A gente só quer justiça pela minha irmã; ela só saiu para se divertir e aconteceu isso. É uma mulher nova, não tinha desafeto, problemas com ninguém. Ele aproveitou de uma mulher vulnerável, que estava indefesa. Por que ele sumiu? Por que não foi prestar esclarecimentos? Infelizmente, a gente não pode acusá-lo diretamente, mas ele a buscou em casa e estava com ela nos dois estabelecimentos”, finalizou a irmã de Isabel.
Equipes do GOI (Grupo de Operações e Investigações) e da 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) foram acionadas para o córrego na tarde de terça-feira (3) e investigam o caso.
📍 Onde buscar ajuda em MS
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.
Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.
☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.
As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.
Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.
📍 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
⚠️ Quando a Polícia Civil atua com negligência, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.
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(Revisão: Nichole Munaro)







