Episódios de terror e algazarra são frequentes na região da Avenida Manoel Joaquim de Moraes, no Jardim Leblon, onde Guilherme Soares Gomes Oliveira foi assassinado a tiros e um rapaz ferido com uma bala perdida em frente a uma conveniência.
Guilherme estava em frente ao estabelecimento, quando o suspeito se aproximou usando um capacete na cabeça e efetuou os disparos. O outro rapaz havia estacionado seu veículo na região, quando o suspeito chegou; ele estava atravessando a rua para se esconder e percebeu que havia sido atingido por um dos tiros.
Na região, os relatos da vizinhança são de bagunça, algazarra e venda de drogas frequentes nas conveniências. Inclusive, moradores já sofreram infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral) por conta do estresse.
“A noite toda é assim, apesar de terem alvará para fechar à 0h, eles não fecham. Jogam as coisas para dentro de nossas casas, sujam a parede ao fazerem suas necessidades fisiológicas”, relatou uma moradora ao Jornal Midiamax.
‘Não temos paz’
Outra moradora não consegue entrar na própria casa com seu carro, pois os veículos dos frequentadores das conveniências estacionam em sua garagem.
À reportagem, a moradora disse que a situação prejudica outros estabelecimentos nas proximidades. “A gente não aguenta mais, pois toda vez que a polícia bate aqui, todos os comércios precisam fechar. Ou seja, os comerciantes não conseguem trabalhar. Estudantes também não conseguem estudar”, comentou.
Diante da situação, o refúgio de alguns vizinhos é ir para propriedades rurais no fim de semana. “Não temos paz. Eles passam a noite aqui fazendo bagunça, vendendo drogas. Se não tivesse ocorrido a morte, a bagunça estaria ocorrendo até agora. Alguns moradores vão para chácaras devido à bagunça”, afirmou a vizinha.
E, após a saída da polícia das conveniências, a bagunça retorna durante a madrugada. A população já fez abaixo-assinado, conseguiu mais de 700 assinaturas para pedir o fechamento do estabelecimento, mas nada é feito.
Assassinato
Segundo o boletim de ocorrência, Guilherme estava no estabelecimento quando um suspeito chegou em um veículo e passou a persegui-lo, atirando várias vezes. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e constataram o óbito. O Batalhão de Choque e outras equipes da PM (Polícia Militar) também estiveram no local.
Posteriormente, a Polícia Civil, agentes do GOI (Grupo de Operações e Investigações) e a perícia foram acionados Na ocasião, foram apreendidas nove cápsulas deflagradas.
À polícia, testemunhas relataram que estavam com Guilherme em frente ao estabelecimento, quando o suspeito se aproximou com um capacete na cabeça e efetuou os disparos.
Postagem nas redes sociais
Mesmo ferida, a vítima saiu correndo pela Avenida Joaquim de Moraes, mas caiu ao chão nas proximidades. O suspeito se aproximou e atirou novamente contra Guilherme.
Ainda conforme o registro policial, o suspeito foi flagrado saindo do local com uma mulher conhecida. Após o assassinato, uma postagem nas redes sociais teria levantado suspeitas. “Vida se paga com vida”, dizia a publicação.
Após o assassinato de Guilherme, a equipe do 1º BPM (Batalhão da Polícia Militar) foi acionada para a Santa Casa, onde um rapaz de 28 anos havia dado entrada com ferimento de arma de fogo.
Ferido por bala perdida
No hospital, o rapaz disse que estava assistindo ao jogo do Brasil na Avenida Afonso Pena e, em determinado momento, foi até a conveniência no Jardim Leblon para comprar duas águas com gás.
Enquanto estava estacionando seu veículo, a vítima disse que um homem encapuzado chegou em uma Saveiro e parou no local. Em seguida, um encapuzado passou a atirar várias vezes contra Guilherme, que estava próximo dele.
No momento em que os disparos foram efetuados, os clientes da conveniência se jogaram ao chão para se proteger. O rapaz disse que sentiu uma forte dor na coxa ao atravessar a rua para se esconder, quando constatou que havia sido atingido pelo tiro.
O rapaz acredita que tenham sido efetuados aproximadamente 20 tiros no momento do assassinato na noite de sábado (13).
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