O Programa Nacional de Inclusão Digital e Tecnologias Assistivas para jovens empreendedores PCDs (Pessoas com Deficiência) avançou na Câmara dos Deputados. O texto substitutivo proposto pelo relator, Geraldo Resende (União Brasil), foi aprovado pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.
Assim, o PRONID-Jovem busca apoiar a autonomia financeira e a abertura de negócios feita por jovens PCDs com idade entre 16 e 29 anos. Para isso, a proposta prevê três pontos essenciais para a preparação dos jovens para o mercado de trabalho:
- Equipamentos: o governo vai ajudar a pagar por computadores e programas adaptados ou emprestar esses materiais temporariamente;
- Espaços acessíveis: incentivo à criação de laboratórios e à adaptação de escritórios compartilhados (coworking);
- Cursos e orientação: oferta de aulas de gestão e marketing digital. A mentoria será feita, de preferência, por outros empreendedores que também têm deficiência.
Dupla exclusão dos jovens
O deputado por Mato Grosso do Sul que relata a matéria destacou que os jovens passam por dupla exclusão na sociedade. Então, pontuou que enfrentam a falta de acesso a tecnologias modernas e a dificuldade de inserção no mercado de trabalho.
“O investimento na juventude é o caminho mais eficaz para romper ciclos de dependência socioeconômica, transformando potenciais beneficiários de auxílios assistenciais em protagonistas da economia nacional”, defendeu.
O substitutivo do relator, deputado Geraldo Resende, unificou o Projeto de Lei 6231/25, do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), e outra proposta que tramitava em conjunto (PL 7073/25).
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