Um motorista do transporte coletivo de Campo Grande, de 53 anos, denunciou ter sido vítima de injúria racial na noite de sexta-feira (21), por volta das 20h45, na Avenida Ministro João Arinos, no bairro Tiradentes.
O desentendimento começou após o condutor de uma BMW abrir a porta do veículo em direção à via, o que obrigou o ônibus a frear bruscamente e provocou a queda de uma passageira de 41 anos. Ela acabou sofrendo lesões nas costas e no tornozelo. O caso foi registrado na Depac-Cepol.
O motorista contou à polícia que conduzia o veículo do Consórcio Guaicurus pela avenida quando o motorista do carro de luxo abriu a porta sem observar o fluxo de veículos. Para evitar o impacto contra a porta e o ocupante do carro, o condutor freiou de forma brusca.
A manobra causou a queda de uma passageira no interior do coletivo. O trabalhador desceu para prestar auxílio e perguntou ao motorista do automóvel a razão de ter aberto a porta daquela forma no trânsito.
Segundo o boletim de ocorrência, o homem ofendeu o motorista do ônibus chamando-o de “macaco”, afirmou que era juiz e disse que deixaria o local para ir a uma festa.
O autor abandonou o carro na via. Pouco depois, um homem e uma mulher compareceram ao endereço para retirar o veículo.

O motorista do ônibus informou que aguardava a chegada do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito, mas o homem retirou o automóvel mesmo assim, momento em que a porta do carro acabou danificada durante a manobra.
Passageira lesionada precisou de atendimento médico
A passageira que sofreu ferimentos em decorrência da frenagem brusca do ônibus precisou ser levada ao médico, segundo relato do marido que buscou a polícia horas depois do ocorrido.
Ele relatou que a mulher estava sentada em um dos bancos quando foi arremessada para a frente, bateu as costas contra as barras de metal da catraca e torceu o pé direito.
A passageira buscou atendimento médico por meios próprios na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Tiradentes, onde recebeu cuidados e foi liberada.
Ela não compareceu pessoalmente à delegacia devido à dificuldade de locomoção causada pelas lesões corporais, sendo representada pelo esposo.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul registrou a ocorrência sob as tipificações de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, e injúria qualificada pela raça, cor, etnia ou origem.
O motorista do transporte coletivo manifestou o desejo formal de representar criminalmente contra o autor, cuja identidade segue sob apuração policial.
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