No terceiro bloco, por meio de sorteio, o candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pelo PCO, Daniel Lemes, pôde realizar uma pergunta de tema livre para o candidato João Henrique Catan. O candidato voltou a abordar a segurança pública e mencionou o despejo de comunidades indígenas no município de Amambai. Na pergunta, questionou quais são os planos de governo a favor dos povos originários.
Em sua resposta, Catan falou sobre os incentivos fiscais. “Essa questão dos incentivos fiscais tira a verdadeira política municipalista que poderia estar indo para Amambai. O candidato de gabinete, candidato Eduardo, quando renuncia a algo em torno de R4 11 bilhões todos os anos, ele tira 25% de todos os municípios, inclusive da Capital. A gente sabe que Campo Grande, no governo PSDB, foi muito prejudicado; estão diminuindo os índices de repasse de rateio do ICMS. Nós vamos criar um fundo de compensação para esse absurdo. Esse dinheiro deveria ir para Amambai, outros municípios; as cidades estão quebradas. Mato Grosso do Sul está quebrado, está levando às prefeituras do nosso estado. Vamos modificar isso, dando condições aos municípios, fazendo o contrário”.
Na sequência, Lucien Rezende (PSOL), escolhido para comentar a resposta, retomou a questão dos povos originários.
Lucien afirmou que, em um eventual governo, pretende dar atenção às comunidades indígenas e à valorização de sua cultura. “Como afirmou o candidato Daniel Lemes, estamos em 2026 e não temos água potável em aldeias, em várias aldeias de Mato Grosso do Sul. As crianças estão abandonadas, a saúde é precária. Isso tem que ser debatido. Graças ao presidente Lula, temos o Ministério dos Povos Indígenas como ferramenta para auxiliar os povos originários”, declarou.
Na sequência, Lemes apontou que a população precisa estar atenta aos planos de governo que perpetuam a violência e matança dos povos originários e que, se Riedel for eleito, toda a população “sofrerá”.
“Realmente os municípios têm sofrido, não aguentamos mais. Temos que aumentar o nível de discussão na Assembleia. A base do governador é truculenta; não se discute, se omitem as informações. Os incentivos fiscais representam quase 50% do que é arrecadado”, finalizou Catan em sua tréplica.
Debate 2026
O Debate Midiamax acontece nesta segunda-feira, 21 de setembro, no auditório do Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.
A transmissão acontece ao vivo e pode ser acompanhada pelo Jornal Midiamax, com cobertura completa no portal, no Canal Midiamax no YouTube, pelo canal 4 da Net e nas redes sociais do jornal, incluindo Instagram, TikTok, X (Twitter) e Facebook.











