O deputado federal Vander Loubet (PT) afirmou, após reunião com lideranças indígenas da região de Sidrolândia, nesta segunda-feira (15), que vai levar o caso dos ataques às fazendas até o presidente Lula, que vem a Mato Grosso do Sul no próximo dia 25.
O deputado disse que a ata da reunião, que, entre outros itens, pede pela regularização e demarcação da terra indígena Buriti, será entregue ao Chefe de Estado. O documento também pede que a autoria dos ataques seja investigada e os responsáveis punidos.
“Nós vamos levá-los para eles [indígenas] entregarem esse documento e pedirem para o presidente, para acelerar, para fazer com que o que fez em Antônio João; seja na aquisição, numa outra forma, que a gente possa dar segurança e tranquilidade”, contou.
Em Ponta Porã, no final do mês, Lula deve participar do ato do Programa Terra da Gente e de ações de estruturação produtiva no Assentamento Itamarati, com entrega de 1,4 mil títulos de regularização fundiária.
Após a conversa com os caciques da região, Vander garante que o ataque às fazendas, neste fim de semana, se tratou de uma ação isolada de um grupo de indígenas.
“A gente veio aqui exatamente para dar todo esse suporte para eles, para daqui a pouco não ser imputado a nós o que aconteceu esse final de semana. Nós não fugimos da nossa responsabilidade de assumir quando nós fazemos. Mas, nesse caso, não tem envolvimento nosso”, afirma o parlamentar.
Além de Vander, o deputado estadual Zeca do PT também esteve na agenda com as lideranças indígenas.

Invasão
A proprietária de uma fazenda em Sidrolândia procurou a polícia para denunciar uma suposta invasão de indígenas da Aldeia Buriti, que teriam entrado na propriedade, causando danos, incendiado máquinas agrícolas e colocando funcionários em cárcere. O caso teria ocorrido na noite deste sábado (13).
Na manhã de domingo (14), equipes policiais seguiram até a propriedade para apurar o caso e ouvir as partes envolvidas. A denunciante contou à polícia que máquinas e insumos agrícolas foram incendiados durante a invasão à propriedade.
Ela teria afirmado que mulheres e crianças teriam sido mantidas em cárcere e que funcionários da fazenda chegaram a ser algemados pelos invasores.
De acordo com a Polícia Militar, equipes especializadas foram até a propriedade onde o grupo de indígenas invasores causou graves danos ao local e aos maquinários agrícolas. Além da destruição patrimonial, foram registrados furtos de insumos e focos de incêndios dolosos provocados criminosamente pelos invasores.
Ainda foi causado com a derrubada de diversas árvores, que foram utilizadas como barricadas para impedir a ação das forças de segurança.
🔵 Receba notícias de Política no seu WhatsApp
Participe do grupo de Política do Jornal Midiamax no WhatsApp e receba informações diárias de tudo o que acontece na política de Mato Grosso do Sul.
✅ Clique aqui para participar








