A fazenda que foi alvo de ação da PF (Polícia Federal) e do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) nesta quinta-feira (17) em Porto Murtinho por suposto trabalho escravo pertence ao candidato a deputado federal, Carlos Bernardo (União). Ao Jornal Midiamax, ele negou categoricamente o registro.
Nesta ação, 23 trabalhadores foram encontrados em situação irregular. Salários seriam retidos para forçar a permanência no local. Armas foram encontradas e apreendidas.
Carlos Bernardo rebateu os registros da PF e do MTE na propriedade. Ele garante que os funcionários têm condições dignas de trabalho.
“Todos os funcionários ganham de R$ 2,5 mil a R$ 4 mil, dormem em quartos com ar-condicionado. O salário é livre. Não tem como isso ser verdade, é sensacionalismo”, afirmou.
Sobre as armas, Bernardo disse que não tem armamento e que o que foi encontrado pela PF é adquirido pelos trabalhadores. Segundo ele, os funcionários compram para defesa pessoal, por conta de crimes rurais como abigeato (furto ou roubo de gado).
O candidato acredita que a ação foi deflagrada por conta de uma denúncia de um ex-funcionário. “Essa pessoa trabalhou por 11 meses, pediu R$ 620 mil, mas a Justiça do Trabalho só deu R$ 21 mil”, revelou.
Além disso, Bernardo avalia que a ação tem cunho político por conta das eleições gerais de 2026. “É perseguição política, isso vem bem no meio da campanha. Mas nosso corpo jurídico já está trabalhando”, concluiu.
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