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Política

Precisam aceitar que não têm mais competência, diz Ana Portela sobre intervenção

Relatora da CPI do Transporte já tinha recomendado medidas como a intervenção no serviço
Thalya Godoy -
Ana Portela, vereadora de Campo Grande. (Madu Livramento, Jornal Midiamax)

A vereadora Ana Portela (PL) afirmou que o Consórcio Guaicurus precisa “aceitar que eles não têm competência para estar à frente do transporte público da cidade”. A declaração foi dada como resposta à tese defendida pelo grupo de empresas que precisa de mais recursos públicos para administrar o transporte coletivo da Capital.

A parlamentar integrou a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Consórcio Guaicurus, realizada em 2025, que resultou na recomendação de intervenção no contrato bilionário de concessão. A vereadora afirmou que “ população não merece esse ‘desserviço’”.

“O problema é que eles querem a todo custo cobrar da população uma conta que é deles, afinal, se o contrato chegou ao ponto que chegou, foi por má gestão por parte deles. Se em qualquer empresa, seja ela pública ou privada, tiver má gestão, ela está fadada ao fracasso e essa é a atual situação do Consórcio”, declarou Ana Portela.

Na última segunda-feira (8), a comissão especial da Prefeitura decidiu pela intervenção. A decisão agora cabe à prefeita Adriane Lopes (PP), que afirmou que uma decisão deve ser tomada até a próxima sexta-feira (12).

Consórcio Guaicurus disse que ‘solução’ seria mais dinheiro público

Após a comissão especial da Prefeitura decidir pela intervenção e ‘fechar o cerco’ ao contrato de concessão do transporte coletivo de , o Consórcio Guaicurus reconheceu as falhas apontadas na auditoria e insistiu na tese de que a solução seria mais dinheiro público.

Em nota oficial disparada após o relatório final da intervenção, o grupo que detém contrato bilionário volta a defender a tarifa técnica de R$ 7,79 — que é alvo de disputa na Justiça. “O transporte público de Campo Grande sofre com um descompasso estrutural crônico entre a tarifa técnica (o custo real do serviço) e a tarifa pública paga na catraca, agravado pela ausência de subsídios integrais para o custeio de gratuidades garantidas por lei”, diz, em trecho da nota.

Vale ressaltar que a concessionária deve receber cerca de R$ 70 milhões da Prefeitura de Campo Grande somente neste ano.

Autuações e ônibus velhos

Dois pontos apontados como críticos no relatório que pediu pela intervenção do Consórcio Guaicurus destacaram as mais de 15 mil ocorrências de atrasos nas linhas e o alto índice de reprovação nas inspeções de segurança veicular, que passaram de 5,4% em 2020 para 18,6% em 2025.

Inclusive, o Jornal Midiamax revelou que, em todo o ano passado, foram 81 ônibus interditados pelo município por irregularidades.

Intervenção no Consórcio Guaicurus

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