Você sabe reconhecer a mordida de um morcego? Muitas vezes, as pessoas podem imaginar o ataque com muita força, dor e sangue, como em um filme, mas na vida real costuma ser diferente. As mordidas do animal deixam pequenas marcas, em formato redondo, como um pequeno furo vermelho, como mostradas pelo Grupo EcoSul, especializado em manejo de morcegos.
Apesar de parecer menos assustador, é justamente isso que pode tornar a situação mais perigosa. Isso porque os morcegos podem transmitir o vírus da raiva e, caso a mordida não seja percebida a tempo, o quadro pode se agravar e se tornar fatal.
Em Campo Grande, 11 morcegos foram diagnosticados com raiva entre janeiro e julho de 2026, número igual ao total registrado no ano de 2025. A doença pode ser transmitida a humanos e tem taxa de letalidade próxima a 100% caso não seja tratada no curto prazo.

Quais são os riscos?
Além do contato direto com o ser humano, a infecção por raiva em morcegos pode ser transmitida para animais domésticos, como cães e gatos, que, por sua vez, podem passar a doença para seus tutores. Por isso, é necessário estar atento também aos cuidados com os pets.
O comportamento atípico dos morcegos é um dos principais indicadores do contágio da raiva. Caso o animal esteja caído no chão, voando durante o dia, dentro de casa ou se arrastando pelo chão e pelas paredes, o morador deve suspeitar de um possível contágio.
Não toque no animal
Os cidadãos jamais devem entrar em contato direto com o morcego, principalmente nesses casos. A recomendação é colocar um balde, caixa, pano ou qualquer coisa que cubra ou isole o morcego.
Então, o morador deve acionar o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) para realizar o recolhimento do animal. Porém, vale lembrar que o CCZ não faz capturas de morcegos em locais altos e desalojamentos, assim como higienização de telhados e outras áreas habitadas.
O CCZ pode ser acionado pelos telefones:
- (67) 3313-5000 ou (67) 2020-1789 — atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h;
- (67) 2020-1794 ou (67) 99142-5701 (WhatsApp) — atendimento em regime de plantão, aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h.
Raiva é quase 100% letal
A raiva é uma doença infecciosa viral aguda grave causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae. Ela acomete mamíferos e provoca inflamação no cérebro, levando quase sempre à morte se não for tratada a tempo.
A doença é transmitida, segundo o Ministério da Saúde, pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura ou arranhadura do animal. O período de incubação tem média de 45 dias em humanos, mas pode ser mais curto em crianças.
A raiva pode levar uma pessoa à morte de 2 a 7 dias após a apresentação dos sintomas, como mal-estar, anorexia, náuseas, dor de cabeça, irritabilidade, entre outros.
Tem vacina
É possível prevenir os cães e gatos contra a doença, por meio da vacina antirrábica. Essa é a principal forma de prevenir a doença e impedir a circulação do vírus no ambiente urbano.
A vacina está disponível durante todo o ano no CCZ, na Avenida Senador Filinto Müller, 1.601, Vila Ipiranga, próximo à UFMS. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h.
Em 2026, não foi registrado qualquer caso de infecção de animais domésticos por raiva em Campo Grande.
💬 Fale com os jornalistas do Midiamax
Tem alguma denúncia, flagrante, reclamação ou sugestão de pauta para o Jornal Midiamax?
🗣️ Envie direto para nossos jornalistas pelo WhatsApp (67) 99207-4330. O sigilo está garantido na lei.
✅ Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para nos encontrar nas redes sociais:
Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, WhatsApp, Bluesky e Threads.
(Revisão: Dáfini Lisboa)




