A reunião entre líderes do Senado para tratar da MP (Medida Provisória) do Frete avançou nas negociações nesta segunda-feira (13). A afirmativa é da senadora Tereza Cristina (PP), que participou da reunião. Apesar dos passos, a senadora por Mato Grosso do Sul não garante votação na terça-feira (14).
Após a reunião, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que a proposta chegaria ao plenário já na terça. Contudo, Tereza expressou dúvidas. “Não sei se amanhã, mas eu acho que a gente teve um bom avanço”, disse à imprensa.
“Nós estamos trabalhando para isso, eu acho que caminhamos bem, nós temos uma conversa muito boa agora na liderança”, afirmou a senadora por MS. Então, Tereza disse que foram colocados em pauta pontos que afligem o grupo.
Porém, disse que a organização é minuciosa. “São muitos, o problema do piso é um que tem muita dúvida pelos dois [lados], mas já tem uma sinalização do outro lado. Então, foram colocados esses pontos”, explicou.
Novas reuniões
A senadora por MS disse que novos encontros devem ser agendados. “Vão ter mais reuniões, o relator, que é o senador Styverson, vai receber agora o que foi debatido, discutido”.
O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) foi relator da matéria em comissão mista e agora articula a MP. Logo, Tereza afirmou que vão “ver se a gente caminha para uma votação, porque tem um prazo muito exíguo para que ela caduque, então precisamos trabalhar para que ela não caduque”, reforçou.
Além disso, em caso de acordo, os senadores irão evitar protocolar emendas. “Se houver o acordo, eu acredito que sim, aí nós não apresentaremos”, disse Tereza.
Por fim, Tereza garantiu que a articulação para evitar a possível paralisação dos caminhoneiros é de responsabilidade do Governo Federal. “Quem está fazendo esse acordo é o governo. Nós colocamos os pontos, que eram pontos de preocupação dos setores, dos vários setores, e o governo está em discussão com os caminhoneiros”, pontuou.
Tereza comentou que as partes tiveram uma reunião na semana passada. “Agora eles vão sentar novamente e ver o que é possível caminhar.”
Risco de paralisação
Caminhoneiros de Mato Grosso do Sul e de outros estados se mobilizam pela votação da MP (Medida Provisória) nº 1.343/2026, a MP do Frete, no Congresso Nacional. A matéria do Governo Federal altera a Lei do Piso Mínimo do Frete para evitar o pagamento de fretes abaixo do valor mínimo estabelecido pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
A medida estabelece parâmetros para a categoria, que apoia a manutenção da alteração na Lei nº 13.703/2018, e o prazo para votação é em 16 de julho. O texto que reforça os mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário também institui um piso salarial nacional para caminhoneiros.
Nas mãos do Senado
Agora, a matéria chega ao Senado como PLV (Projeto de Lei de Conversão) nº 6/2026, já que sofreu edições na Câmara. Caso não seja votado no prazo, o texto perde a validade.
Desta forma, o Sindicam-MS (Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Mato Grosso do Sul) afirmou que pretende aderir ao movimento de greve geral caso a MP do Frete não seja pautada para votação no plenário do Senado Federal pelo presidente Davi Alcolumbre (União-AP).
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(Revisão: Dáfini Lisboa)





