O MPT-MS (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul) notificou quatro grandes empresas de celulose cobrando medidas imediatas contra os impactos das mudanças climáticas sobre os trabalhadores.
Eldorado, Arauco, Bracell e Suzano têm 30 dias para adequar as rotinas operacionais, assegurando a proteção dos funcionários contra o calor extremo e a fumaça de queimadas.
A procuradora do Trabalho Claudia Fernanda Noriler Silva assina os documentos. As recomendações integram um projeto estratégico sobre o meio ambiente do trabalho, considerando o aumento de desastres ambientais, além de classificar as ondas de calor a céu aberto como risco grave e iminente.
Assim, a recomendação cobra que as indústrias alterem os horários de expediente, buscando evitar a exposição solar direta nos períodos críticos.
Além disso, as empresas precisam realocar as tarefas mais pesadas para horários com temperaturas amenas. Os trabalhadores ainda ganham direito a pausas remuneradas para descanso, com abrigos que garantam circulação de ar limpo, conforto térmico e purificadores de ar.
Gigantes da celulose deverão prover itens de segurança
A recomendação ainda impõe que os empregadores forneçam equipamentos de proteção específicos. A lista inclui chapéus de modelo legionário, máscaras, óculos e protetor solar. Os uniformes devem ser feitos com tecidos leves e em cores que reduzam a absorção térmica.
A recomendação ainda cobra hidratação sob demanda livre de água fresca potável e reposição constante de sais minerais. Caso haja impedimento de ajustes no funcionamento das empresas, elas deverão suspender as atividades de gestantes e pessoas com comorbidades durante emergências incontroláveis.
Por fim, o setor de segurança do trabalho atualizará os programas de gerenciamento de riscos. Os técnicos medirão o calor nos meses e horários de maior incidência solar. Simultaneamente, em ambientes fechados, as empresas manterão os aparelhos de ar-condicionado rigorosamente higienizados.
O MPT também exige o diálogo permanente com os sindicatos para futuras negociações coletivas.
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(Revisão: Nichole Munaro)









