O chefe do serviço de regulação da saúde do Estado, Ed Carlo Britto Burgatt, foi dispensado do cargo, conforme publicação no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (8). No entanto, o investigado é servidor concursado no cargo de auditor de saúde e ficará afastado.
Carlo é um dos 16 presos na Operação Gutenberg, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), contra esquema que desviou R$ 27 milhões de prefeituras em Mato Grosso do Sul.
Ed Carlo tinha papel fundamental no esquema, já que, segundo as investigações, o grupo usava a liberação de procedimentos, como exames e internações, como moeda de troca para gestores públicos comprarem materiais gráficos de empresas ligadas ao grupo.
A filha de Ed Carlo, a empresária Jéssyka Duarte Bugartt, também foi presa. Ela é dona do plano de saúde Capital Saúde.
Outro preso na operação, Felipe Paroschi Jafar, que era comissionado na Agesul (Agência de Empreendimentos de MS), foi exonerado.
Os presos passam por audiência de custódia nesta quarta-feira. Depois, serão encaminhados ao presídio.
O Governo do Estado havia emitido nota, na terça-feira (7), afirmando que abriu auditoria para apurar os procedimentos fraudulentos apontados pela investigação.
Confira os alvos confirmados até o momento:
- Rossana Paroschi Jafar, empresária;
- Olívia Jafar, médica e filha de Rossana;
- Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul e filho de Rossana;
- Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, ex-prefeito de Fátima do Sul e assessor parlamentar;
- Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador de regulação de MS;
- Jéssyca Burgatt, empresária e filha de Ed Carlo;
- Francisco Anizio dos Santos;
- Matheus Oliveira Peixoto;
- Joatan Gomes Peixoto;
- Paulo Rogério de Melo, empresário;
- Douglas Henrique de Melo, empresário e filho de Paulo;
- Gabriel Taquino de Paula.
Ex-prefeito, empresários e servidores

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Consta como alvo da operação o ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, o Júnior Vasconcelos, que também é escrivão da Polícia Civil.
O chefe da regulação Ed Carlo Brito Burgatt também foi preso com a filha dele, Jéssyka Duarte Burgatt, que é dona de um plano de saúde em Campo Grande.
Outro núcleo familiar envolvido é formado pela dentista e dona da Clínica Ross, Rossana Paroschi Jafar, e seus filhos, a médica Olívia Paroschi Jafar e Felipe Paroschi Jafar, que é comissionado na Agesul.
Também foram presos os empresários Paulo Rogério de Melo e Douglas Henrique de Melo, que são pai e filho. Eles são donos de negócios de veículos e casas noturnas em Campo Grande.
Também há participação de advogados, como Gabriel Taquino de Paula e outro que ainda não foi identificado.
Em relação aos servidores que fazem parte dos quadros do Estado, o governo emitiu nota afirmando que serão afastados ou exonerados, no caso de comissionados. Além disso, foi aberta auditoria para apurar os procedimentos que teriam sido fraudados na saúde.
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(Revisão: Nichole Munaro)









