Realizado em Campo Grande, o 4º Congresso dos Municípios discutiu os avanços do saneamento em Mato Grosso do Sul e as perspectivas para os próximos anos. O evento reuniu prefeitos, gestores públicos, especialistas e representantes institucionais para debater o desenvolvimento das cidades tendo, como temas estratégicos, a infraestrutura e o saneamento .
Durante a programação, a Aegea apresentou as metas que devem posicionar Mato Grosso do Sul entre os primeiros estados do país a alcançar a universalização do saneamento. Além disso, resultados da atuação construída no estado também foram apresentados.
Mato Grosso do Sul já ultrapassa 81% de cobertura de água e esgoto tratados por meio da Águas Guariroba, na capital, e da ambiental MS Pantanal por meio de PPP (Parceria Público-Privada) com a Sanesul e o Governo do Estado. Espera-se que, até 2028, o índice aumente para 90%, alcançando 98% até 2031.
Na abertura do debate sobre o estado, o governador Eduardo Riedel destaca o modelo adotado. “Esse é um modelo de sucesso. Quando começamos a discutir o saneamento no Estado, a projeção era de que levaríamos cerca de 40 anos para universalizar os serviços. Hoje, já alcançamos mais de 76% de cobertura no interior […]. O impacto disso na saúde, na dignidade das pessoas e na qualidade de vida da população é gigantesco”.
Para Gabriel Buim, diretor-presidente das concessionárias do grupo Aegea em MS, os resultados apresentados durante o Congresso demonstram que Mato Grosso do Sul consolida-se como referência nacional em saneamento. “Mato Grosso do Sul se tornou uma referência nacional em saneamento porque apostou em planejamento, investimentos e uma atuação integrada entre poder público e iniciativa privada”, destaca Buim.
Benefício à população
Os investimentos realizados desde 2021 têm mudado a realidade do saneamento no Estado. A partir da parceria, Mato Grosso do Sul acelerou a expansão da coleta e do tratamento de esgoto em 68 municípios, consolidando um dos maiores projetos de PPP em saneamento do país.
Até o momento, houve a implantação de mais de 729 quilômetros de redes coletoras de esgoto, beneficiando diretamente cerca de 161,8 mil pessoas. Atualmente, dezenas de cidades seguem com obras de saneamento em ritmo acelerado, enquanto 31 municípios já alcançaram a universalização dos serviços.
Conforme Clayton Bezerra, diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, a proximidade com os municípios tem sido essencial para garantir eficiência na execução das obras e acelerar resultados.
“Estar próximo dos prefeitos é essencial para fortalecer o diálogo e garantir que as obras avancem alinhadas às necessidades de cada município. Em parceria com a Sanesul, trabalhamos para organizar a execução dos projetos, reduzir interferências no dia a dia das cidades e acelerar a ampliação da cobertura, entregando mais saúde, qualidade de vida e sustentabilidade para a população”, afirma.
Nova etapa do saneamento no interior
Entre os exemplos da nova fase do saneamento no interior está Itaquiraí, município administrado por Thalles Henrique Tomazelli, prefeito e presidente da Assomasul. A cidade recebe a implantação de um sistema completo de esgotamento sanitário, incluindo uma nova ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), redes coletoras, estações elevatórias e ligações domiciliares.
“O saneamento transforma a realidade dos municípios porque os investimentos chegam diretamente à população. Trazer esse tema para o centro das discussões permite compartilhar experiências bem-sucedidas e acelerar o desenvolvimento das cidades de Mato Grosso do Sul”, destaca Tomazelli.
Além da ampliação da cobertura, os investimentos também indicam uma agenda de sustentabilidade. A projeção é que as operações ultrapassem 98 milhões de metros cúbicos de esgoto tratado até 2029, em todo o estado, com 100% da energia utilizada proveniente de fontes renováveis.
Campo Grande como ponto de partida
A história da Aegea em MS começou em Campo Grande, com a Águas Guariroba. Atualmente, a capital conta com 99,8% da população atendida com água tratada e 95% com acesso à rede de esgoto. Índices que posicionam o município entre os melhores desempenhos do país, conforme o Ranking do Saneamento 2026.
Estudo elaborado pelo Instituto Trata Brasil aponta Campo Grande como a 2ª capital que mais investe em saneamento por habitante no Brasil. Além disso, é a 3ª colocada entre as que menos perdem água, entre captação e abastecimento, e a 4º colocada no ranking dos melhores índices de saneamento.
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