Após a desclassificação do Brasil na Copa do Mundo 2026, a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) Campo Grande emitiu alerta para que comerciantes saibam o que fazer com as mercadorias da Copa do Mundo 2026 e evitem prejuízos.
Isso porque muitos empresários investiram alto na compra de camisetas, bandeiras e acessórios para venda ao longo da participação da seleção no Mundial. Para o presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo, fazer a famosa ‘queima de preço’ não é uma alternativa viável.
“O varejo prega peças na gente, e a eliminação da Seleção foi uma delas. A expectativa era alta, o estoque foi feito e, de repente, o balde de água fria. O dinheiro ficou ali, parado nas prateleiras”, afirma.
Segundo Figueiredo, o desespero é o pior conselheiro nesse momento. “Sei bem como é ver o capital de giro travado e bater aquela tentação de queimar o preço de qualquer jeito para fazer caixa. Mas calma. Agir no desespero agora é o pior caminho, porque destrói a sua margem e desvaloriza o seu produto.”
Copa Feminina de 2027 pode ser salvação para lojistas
O presidente da CDL Campo Grande chama atenção para um fato que muda a perspectiva do lojista em relação ao estoque atual: no próximo ano, o Brasil sedia a Copa do Mundo Feminina.
“O jogo mudou, mas o estoque continua sendo um ativo. Com inteligência e o direcionamento certo, dá para reverter essa situação sem precisar dar as peças de graça”, diz. “No ano que vem, o Brasil vai sediar a Copa do Mundo Feminina. Isso é um fato histórico, vai ser em solo nacional, e a comoção em torno do verde e amarelo vai voltar com uma força gigantesca. O que parecia prejuízo hoje se transforma em oportunidade de lucro real amanhã.”
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(Revisão: Dáfini Lisboa)







