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Defesa da filha de chefe da regulação pede prisão domiciliar por conta de amamentação

Gaeco prendeu 16 pessoas envolvidas em esquema que teria desviado R$ 27 milhões de recursos públicos
Fábio Oruê, Aline Machado -
Jéssyca foi presa na Operação Gutenberg. (Madu Livramento, Jornal Midiamax)

A defesa de Jéssyca Duarte Burgatt, alvo de operação que apura esquema que teria desviado R$ 27 milhões em Mato Grosso do Sul, deflagrada nesta terça-feira (7), pediu para que a prisão preventiva fosse convertida em domiciliar.

Segundo os advogados Fabia Nakazato e Percel Jorge, ela tem um filho pequeno e ainda amamenta. Jéssyca está presa na 2ª Delegacia de Polícia de . Os advogados ainda aguardam a liberação.

A dupla estava na Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada) para conversar com o pai dela, Ed Carlos Britto Burgatt, coordenador de regulação do Core (Complexo Regulador Estadual) — também preso na operação.

Ed Carlos é concursado como auditor de serviços de saúde e deverá ser afastado durante os procedimentos no Governo. Já ela é empresária, dona de um plano de saúde na Capital. Ao todo, o Gaeco prendeu 16 pessoas nesta manhã, por investigação de esquema que desviou R$ 27 milhões em recursos públicos.

Confira os alvos confirmados até o momento:

  • Rossana Paroschi Jafar, empresária;
  • Olívia Jafar, médica e filha de Rossana;
  • Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul e filho de Rossana;
  • Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, ex-prefeito de e assessor parlamentar;
  • Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador de regulação de MS;
  • Jéssyca Burgatt, empresária e filha de Ed Carlo;
  • Francisco Anizio dos Santos;
  • Matheus Oliveira Peixoto;
  • Joatan Gomes Peixoto;
  • Paulo Rogério de Melo, empresário;
  • Douglas Henrique de Melo, empresário e filho de Paulo;
  • Gabriel Taquino de Paula, advogado.

Desvios de R$ 27 milhões

O Gaeco deflagrou a operação para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’.

As investigações revelaram que o grupo usava a liberação para exames e internações como moeda de troca para forçar gestores a comprarem livros. O esquema desviou mais de R$ 27 milhões em recursos públicos.

A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado.

O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.

Governo de MS se manifestou sobre servidores

Governo de Mato Grosso do Sul emitiu nota informando que irá afastar ou exonerar servidores envolvidos na Operação Gutenberg. O Governo afirmou que instaurou auditorias para apurar os procedimentos suspeitos de fraude.

As investigações apontaram que o esquema atuava na regulação estadual de saúde, em que usava a liberação de exames e internações como ‘moeda de troca’ para forçar gestores públicos a comprarem livros didáticos.

O coordenador da regulação — o Core —, Ed Carlos Britto Burgatt, está entre os presos. Ele é concursado como auditor de serviços de saúde e deverá ser afastado durante os procedimentos no Governo.

O ex-prefeito de Fátima do Sul Júnior Vasconcelos é escrivão concursado da Polícia Civil e deverá ser afastado também. Já Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul, deverá ser exonerado.

Ex-prefeito preso

Júnior Vasconcelos foi prefeito de Fátima do Sul entre 2013 e 2016, mas mora atualmente em Campo Grande, onde atua como assessor parlamentar na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), no gabinete do deputado Jamilson Name (PP). Ele é concursado na Polícia Civil para o cargo de escrivão.

parlamentar emitiu nota à imprensa esclarecendo não ter relação alguma com a Operação Gutenberg. Conforme o texto, Júnior Vasconcelos não atua como chefe de gabinete. Ele é escrivão e está cedido para atuar no gabinete do deputado para exercer funções administrativas.

Na nota, Jamilson Name também afirmou prestar respeito às instituições e entende que as investigações devem ocorrer com responsabilidade e observando o devido processo legal.

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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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