Depois de quase quatro meses da chegada dos patinetes elétricos a Campo Grande, a população encontra duas empresas oferecendo mais de 1.300 equipamentos para o transporte na região central da cidade. Mas, entre as idas e vindas a diversos destinos pela Capital, desde o lançamento, no dia 7 de junho deste ano, o uso em grande escala, como foi nos primeiros dias após a instalação do serviço, começa a diminuir entre os usuários.
Atualmente, quem anda pelas ruas, principalmente do Centro de Campo Grande, encontra diversos patinetes espalhados e disponíveis pelas calçadas, o que antes era quase impossível ver devido à disputa pelos equipamentos, já que a novidade havia tomado conta da galera.
A caminho do trabalho, a reportagem do Midiamax encontrou Daniele Cardoso. Ela, que trabalha em uma empresa de ultrassonografia, conta que sempre usa o patinete para chegar ao trabalho. Especificamente nesta terça-feira (20), ela estava atrasada e precisou do equipamento para conseguir chegar de forma mais rápida à empresa, já que o ônibus que chega até o estabelecimento demoraria a passar.

“Hoje eu estou meio atrasada. Passei pra pegar um salgado e falei: ‘Vou pegar um patinete pra chegar mais rápido, porque, se for pra esperar o ônibus, eu vou demorar mais para chegar no serviço”, conta Daniele.
Apesar da rapidez e da facilidade no uso do transporte, alguns usuários relatam que começaram a perceber uma queda no número de pessoas nas ruas utilizando o serviço.
Andressa Barbosa, que trabalha como vendedora, conta que, apesar de já ter usado algumas vezes, acabou enxergando os patinetes elétricos como uma “modinha”, que teve sua época e já está perdendo o “hype” entre os usuários.
“Já andei, eu gostei, gostei bastante, só que não é mais aquela coisa. Era uma coisa nova que teve aqui na cidade e, agora, não; todo mundo já se acostumou. Então, já não tem mais aquela coisa que era antes”, conta a vendedora.

Para Andressa, outro ponto que acaba afastando os usuários é o preço, que, se comparado com as corridas de aplicativo com carro ou moto, acaba não compensando tanto. Segundo ela, o valor que um carro cobra para percorrer certa distância às vezes acaba sendo menor do que o que pagaria para ir a algum lugar próximo com o equipamento.
“Hoje em dia, já não tem muita utilidade mais, também, porque o pessoal comparou o preço do Uber com o patinete e aí viu que tá um pouquinho caro. Tem lugar que o patinete também nem chega, né? Aí, fica ruim, fica muito caro, dependendo de onde for”, explica.
Quem compartilha da mesma opinião é o gerente comercial Gabriel dos Santos, que acredita que os patinetes tiveram um “hype”, mas que agora já começaram a ser abandonados pela população. Ele ressalta também o descuido dos usuários, que acabam danificando os equipamentos.
“Eu acho que foi só o ‘hype’, mesmo. Está meio que abandonado pelos cantos e, às vezes, o moleque pega, fica andando dois, três no patinete, fica zoando. A gente que tem que fazer algo rápido aqui pela região central, é muito eficiente o patinete, porém tem gente que não utiliza certo o patinete, deixa de qualquer jeito”, diz Gabriel.
Ao contrário dos dois, Daniele, a trabalhadora que pegou um patinete para chegar ao trabalho mais rápido, diz que não vê redução no uso geral do equipamento.
“Eu acho que continua bastante gente usando. Eu não uso todo dia por conta do trabalho, mesmo. Mas, alguns fins de semana, se eu estou com meus amigos, a gente usa bastante”, afirma.
O Jornal Midiamax chegou a procurar as empresas responsáveis pelos dois modelos de patinetes disponíveis em Campo Grande para entender se houve ou não uma queda no número de viagens, em comparação aos meses anteriores. Não houve retorno até o fechamento da reportagem, e o espaço segue aberto para manifestações.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)






















