O pedreiro Ramiro, de 67 anos, disse ao Midiamax na manhã deste domingo (6) nunca ter visto tragédia como a do desabamento da obra do mercado no bairro Aero Rancho, em Campo Grande, ocorrida na sexta-feira (4).
Ramiro, que mora em frente à obra, contou que estava feliz com o mercado que seria inaugurado na região: “Estava ansioso e aconteceu isso”, falou. Uma funcionária de um depósito de construção que fica em frente à obra contou que viu o exato momento em que a estrutura começou a desabar.
“Foi caindo uma por uma, levantando uma grande poeira. As pessoas começaram a correr e gritar desesperadas”, disse a mulher.
Moradores da região ainda estão assustados com a tragédia. Willian Douglas Souza Cabral, de 39 anos, e Joel da Silva Oliveira, de 41 anos, morreram no desabamento. Outros dois trabalhadores ficaram feridos.
Desabamento da obra
Segundo a avaliação do engenheiro Sidiclei Formagini, conselheiro do Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul), o acidente ocorreu durante uma das etapas consideradas mais críticas de uma obra, com estrutura pré-fabricada de concreto.
Segundo Sidiclei, a obra estava na fase de montagem das estruturas pré-moldadas e fabricadas. De acordo com o engenheiro, o tipo de sistema é utilizado “há mais de um século” e, normalmente, é seguro quando todas as etapas são executadas de acordo com os procedimentos técnicos.
O processo, conforme o engenheiro, envolve quatro etapas: produção das peças, transporte até o local da obra, montagem da estrutura e, por fim, acabamento. O acidente aconteceu justamente durante a terceira fase.
“Prováveis causas, a gente tem que esperar a perícia técnica para apontar. Pode ser uma causa de projeto, pode ser uma causa de execução, pode ser uma outra causa que esteja desconhecida aí no momento”, afirmou ele.
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(Revisão: Nichole Munaro)









