Em pouco mais de uma semana de operação em fase de testes, os patinetes elétricos já conquistaram os moradores de Campo Grande. Segundo a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), mais de 17 mil viagens foram realizadas desde o início das locações, com 4.500 cadastros de usuários na plataforma da empresa JET.
Ao Midiamax, o diretor de trânsito da Agetran, Ideu Vilela, afirmou que a adesão tem sido bastante positiva e que o equipamento vem sendo utilizado não só para lazer, mas também como uma alternativa de mobilidade para o dia a dia.
Segundo ele, durante esse período, foi registrado apenas um acidente, uma queda ocorrida no Parque dos Poderes. Contudo, todos os usuários que iniciam uma viagem contam com seguro contra acidentes, uma exigência feita pela Prefeitura e pela agência reguladora para autorizar a operação. O acionamento do seguro pode ser feito diretamente pelo aplicativo.
Punições e nova regulamentação
Campo Grande está em um período experimental (de 90 dias, prorrogáveis por mais 90), focado na educação e orientação dos usuários. Ideu explica que, ao final do prazo, a Agetran deve avaliar se o equipamento continuará sendo viável à população.
“Ao final desse período, a Agetran elaborará um relatório sobre a viabilidade e a segurança, resultando na publicação de um decreto que regulamentará o serviço e definirá as penalidades (como a proibição de misturar álcool e direção). Neste período, o foco está na orientação dos usuários e na adaptação da população às regras de utilização dos patinetes”, detalha o diretor de trânsito.
Fase de testes
O lançamento da fase de testes dos patinetes elétricos compartilhados da JET ocorreu na última terça-feira (7), em Campo Grande. O evento ‘Mobilidade que Conecta – Lançamento da Fase de Testes dos Patinetes Compartilhados da JET’ foi realizado na Praça Ary Coelho, uma das estações dos equipamentos.
As portarias que regulamentam a operação em caráter experimental estabelecem regras para circulação dos equipamentos de mobilidade individual autopropelidos. Assim, existem normas de estacionamento, limites de velocidade, compartilhamento de dados e responsabilidades das empresas operadoras.
As informações obtidas durante o período de testes servirão de base para o aperfeiçoamento do modelo de operação, bem como para subsidiar futuras decisões sobre a regulamentação definitiva da micromobilidade compartilhada em Campo Grande.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








