A Flib (Feira Literária de Bonito) divulgou nesta sexta-feira (17) o balanço da 10ª edição. Neste ano, o Circuito Pedagógico reuniu cerca de 1,5 mil crianças por dia, totalizando aproximadamente 4,5 mil participantes ao longo dos três dias de programação.
Conforme a organização, estudantes de escolas públicas e particulares de Bonito, Jardim e Anastácio participaram de espetáculos, oficinas e atividades voltadas aos anos iniciais, entre os dias 8 e 10 de julho, na Praça da Liberdade.
A programação acompanhou o tema “Linguagens, Histórias e Memórias”, com propostas que convidaram o público infantil a conhecer o território, brincar com referências da cultura popular e participar ativamente das experiências.
“O Circuito Pedagógico, além de conectar as crianças com a arte e com a literatura, busca incentivar que essa conexão floresça em imaginação e também na construção de realidades criativas e dignas para todas as pessoas”, afirma Lígia Tristão Prieto, coordenadora pedagógica do Circuito.

Literatura para pequenos leitores
As oficinas também foram pensadas para estimular a autonomia e a liberdade de criação. Vini Rocha conduziu brincadeiras com cantigas populares; o coletivo Renda que Roda, da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), trabalhou danças populares brasileiras; e a artista Lígia Rocha desenvolveu atividades de pintura inspiradas nas paisagens e nas experiências vividas durante os espetáculos, acompanhada pelas assistentes Márcia Chiad e Laura de Almeida.
Em seu segundo ano como coordenadora pedagógica da Flib, Lígia destaca que o Circuito exige uma equipe preparada não apenas para organizar os fluxos, mas também para ouvir, acolher e acompanhar as crianças durante toda a feira.
Entre as ações desta edição, a distribuição de 600 vales-livros para estudantes das escolas públicas da região proporcionou algumas das cenas mais marcantes do Circuito Pedagógico.

Primeiro livro
No primeiro dia, uma criança desceu do ônibus escolar segurando o vale e disse à equipe que o que mais queria era comprar o próprio livro. Ao fim das atividades, voltou animada para mostrar que havia conseguido levar três exemplares.
Outra estudante, de uma escola rural, visitava a Praça da Liberdade pela primeira vez. Além de se encantar com os espetáculos e as oficinas, ela utilizou o vale para comprar o primeiro livro de sua vida.
Ao contar a história para a coordenadora, a professora da menina se emocionou. “Eu penso que é por isso que sou professora”, conclui.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)










