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Roteiro ‘completão’ para aproveitar Campo Grande no fim de semana

Seja para aproveitar sozinho ou com a família, Campo Grande tem vários pontos para turistar
Karina Campos -
turismo em Campo Grande
Roteiro turístico Descubra CG. (Foto: Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)

Entediado e procurando algo para fazer no fim de semana em ? O Jornal Midiamax preparou um roteiro “completão” para turistar de graça e aproveitar os atrativos.

Seja para o turismo de natureza ou contemplação, vale a pena aproveitar o fim de semana com amigos, com a família, com o par ou até sozinho. O roteiro conta com quatro categorias turísticas campo-grandenses: cultural, gastronômica, rural e de natureza.

De antemão, a cidade merece uma visita com tempo, mas, com dois dias, é possível visitar museus, monumentos, espaços históricos e vários outros trechos com preços acessíveis e até gratuitos. Ou seja, há possibilidades de turistar em várias vertentes, desde passeios rurais até culturais.

Admirar os pássaros

A Capital Morena esbanja a contemplação da vida silvestre, aliada ao cotidiano urbano. O destaque é a modalidade birdwatching, a observação de pássaros. Aliás, o título de “Capital das Araras” não é dado à toa, já que é possível observar ninhos espalhados pelas sete regiões da cidade, como os das araras-canindés.

O turista interessado nessa modalidade tem 30 pontos de contemplação pelo trajeto, como no Parque Ecológico Anhanduí, Horto Florestal, Canteiro da Avenida Afonso Pena, Lagoa Itatiaia, Lago do Amor, Parque Sóter e em todo o Parque dos Poderes.

Todos os trechos são acessíveis para deslocamento a pé, de bicicleta, de veículo e de transporte público. Os pontos de visualização têm acesso livre, controlado e parcialmente livre. Clique aqui e confira a rota completa e detalhada.

Cultural

Museus, galerias de arte, centros históricos, monumentos e parques. É possível visitar espaços gratuitamente em Campo Grande.

Nesse caso, é importante investir em um sapato confortável, protetor solar e garrafinha com água para descobrir tais locais.

  • Monumento Maria Fumaça: inaugurado em outubro de 2018, é uma homenagem à antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, cuja presença foi fundamental para o desenvolvimento de Campo Grande e do Centro-Oeste, desde 1914. A escultura possui cinco metros de altura por 20 de comprimento, pesa cerca de 20 toneladas e está suspensa em uma estrutura que imita trilhos e dormentes, criando a impressão de que está decolando. Trata-se de um símbolo do progresso e da mobilidade, na Orla Morena da Avenida Calógeras, bairro Cabreúva.
  • Morada dos Baís: apesar de estar temporariamente fechado para visitação, até a publicação deste material, o Patrimônio Histórico e Cultural vale a observação externa. Instalado em frente ao Camelódromo Municipal, na Avenida Afonso Pena, o prédio abriga o acervo de fotos, desenhos, quadros e instrumentos musicais de uso pessoal da artista Lídia Baís.

Monumentos

  • Casa do Artesão: localizada no Centro da cidade, a Casa do Artesão está instalada em um prédio histórico tombado pelo patrimônio histórico estadual, sendo um dos principais locais de comercialização de artesanato regional. Na Casa, você encontra objetos de fabricação indígena, artesanato regional, panos de pratos, toalhas de crochê, camisetas, literatura e música regional, entre outros artesanatos vinculados ao MS e à nossa Capital Morena.
  • Comunidade Tia Eva: a comunidade negra da Igreja de São Benedito é definida como uma comunidade remanescente de quilombo, desde 1905, e reconhecida pela Fundação Cultural Palmares. É uma luta dos descendentes da Tia Eva manter a comunidade unida em torno do território. Portanto, a história da comunidade se confunde com a própria história de Tia Eva. Escrava nascida em Mineiros, Goiás, Eva Maria de Jesus decidiu vir para o então Estado de Mato Grosso em 1905, já com suas três filhas: Joana, Lázara e Sebastiana.
  • Esplanada Ferroviária: é possível visitar quatro pontos históricos pela extensão da Esplanada Ferroviária, conhecendo a Vila Ferroviária, o Armazém Cultural “Helena Meireles”, o Conjunto da Rotunda e o prédio histórico Gabinete do Prefeito.

Parques

  • Parque das Nações Indígenas: rodeado pelos córregos Prosa e Sóter, possui a maior vida silvestre dentro de um parque. As entradas levam os nomes da comunidade indígena. Tem área de 4.000 m², cinco parquinhos infantis e um lago, além de contar com estrutura de banheiros para os frequentadores.
  • Bioparque Pantanal: o maior aquário de água doce da América Latina tem visita totalmente gratuita. Basta conferir os horários disponíveis e agendar pelo site. O cartão-postal abriga mais de 200 espécies de peixes, sendo mais da metade delas pertencentes à fauna pantaneira. São 33 tanques d’água para peixes nativos de MS e de faunas do mundo todo.
  • Praça Ary Coelho: a praça ocupa o local do primeiro cemitério do Arraial de Santo Antônio do Campo Grande, que, como era costume na época, ficava nas imediações da igreja. Na praça, que leva o nome do ex-prefeito Ary Coelho, está instalada sua estátua em bronze, de corpo inteiro, inaugurada em fevereiro de 1954. Também no local, encontra-se o busto de Pandiá Calógeras e uma fonte luminosa.
  • Estátua do Poeta Manoel de Barros: o canteiro da Avenida Afonso Pena, próximo à Rua Rui Barbosa, abriga a escultura do poeta Manoel de Barros. Com 1,38 m de altura e pesando 400 kg, a estrutura é uma réplica perfeita de Manoel de Barros sentado no canto de que mais gostava: o sofá de casa. A obra é toda em bronze e assinada pelo artista plástico campo-grandense Ique Woitschach.

Contemplação

  • Santuário Estadual Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: tombado como Patrimônio Histórico de Campo Grande em 2019, o Santuário Perpétuo Socorro carrega história desde o ano de 1939. O local, além de se destacar por suas características arquitetônicas, oferece celebrações religiosas, como missas diárias e novenas que ocorrem todas as quartas-feiras.
  • Memorial da Cultura Indígena Cacique Enir Terena: criado em 30 de agosto de 1999, o Memorial da Cultura Indígena Cacique Enir Terena está localizado na Aldeia Urbana Marçal de Souza e foi recentemente restaurado. É a primeira aldeia urbana do Brasil e possui 340 m², ocupados em sua maioria por famílias da etnia Terena.
  • Morenão, Estádio Pedro Pedrossian: o Estádio Pedro Pedrossian, ou Morenão, como é chamado, é um estádio de futebol de Campo Grande. Ele está situado na zona sul da cidade, dentro do campus da UFMS, e foi inaugurado em 7 de março de 1971. O primeiro jogo do estádio foi entre Flamengo e Corinthians, vencido pelo Rubro-Negro por 3×1, com o primeiro gol marcado por Buião, do Flamengo. O Morenão, porém, está temporariamente fechado para jogos.

Museus

  • Museu das Culturas Dom Bosco: em 2003, a Missão Salesiana de Mato Grosso e a UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) assinaram convênio com o Governo do Estado de MS, transferindo o Museu das Culturas Dom Bosco para o Parque das Nações Indígenas, nos altos da Avenida Afonso Pena. Atualmente, o museu possui uma área de aproximadamente mil metros quadrados de exposição permanente, além de área de exposições temporárias, recepção e parte administrativa.
  • Museu José Antônio Pereira: um local histórico que abrigou a família do fundador da cidade, o mineiro José Antônio Luiz Pereira, no Jardim Monte Alegre. A fazenda foi doada à Prefeitura pela filha de Antônio Luiz, dona Carlinda Pereira Contar, em 1966, virando museu em 1983 e sendo restaurada em 1999. Na entrada do museu, encontra-se uma escultura retratando Antônio Luiz, a esposa, Anna Luiza, e a filha Carlinda. Esta obra foi de autoria do artista plástico José Carlos da Silva “Índio”, entregue ao museu na década de 1980. O local foi tombado como Patrimônio Municipal em 1983.
  • Museu da Imagem e do Som: preservando os registros que compõem a memória visual e sul-mato-grossense, o acervo do MIS conta com mais de 170 mil itens, entre fotografias, filmes, vídeos, cartazes, discos de vinil, DVDs, objetos e registros sonoros. Atualmente, está instalado no prédio da Fundação de Cultura de MS, onde também está a Biblioteca Pública Estadual Isaías Dr. Paim, na Av. Fernando Corrêa da Costa.
  • Marco: o Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul foi criado em 1991 e abrigado na Rua Antônio Maria Coelho. O acervo provém da Pinacoteca do Estado, de doações de colecionadores, artistas e de instituições culturais. Possui 1,6 mil obras que pontuam o percurso das artes plásticas de MS.

Histórico

  • Centro Cultural José Octávio Guizzo: o Centro Cultural José Octávio Guizzo foi fundado no governo de Wilson Barbosa Martins, em 11 de outubro de 1984, abrigando diversas salas com nomes de artistas da terra, como o Teatro Aracy Balabanian, Sala Rubens Corrêa, Sala Conceição Ferreira, Galerias Wega Nery e Ignez Corrêa da Costa. Foi sede da Biblioteca Estadual Isaías Paim, da pinacoteca e da filmoteca estadual. Assim, oferta oficinas de flores, aulas de dança e disponibiliza o espaço para ensaios de teatro, na Rua 26 de Agosto, 453.
  • Escultura da Guampa de Tereré: instalada no mirante do Aeroporto Internacional, em dezembro de 2014, a Guampa de Tereré pesa 300 quilos e tem por volta de 6 metros de altura. Feita de armação de ferro e finalizada com massa plástica de resina de poliéster com areia, com detalhes cromados, a obra é do artista plástico Anor Pereira Mendes, sendo uma homenagem à tradição sul-mato-grossense.
  • Praça das Araras: situada no bairro Amambaí, a Praça das Araras conta com quadra de esportes, parquinho infantil e um espaço ideal para armar uma roda de tereré e conversar com os amigos. Além de seu valor simbólico e cultural, a praça é um excelente local para apreciar o pôr do sol e registrar belíssimas fotografias.

Lagos

  • Lago do Amor: projetado na primeira metade da década de 1960, o Lago do Amor era chamado, então, de Lago das Tulipas. Ele foi criado para promover o embelezamento do campus Campo Grande da UFMS, servir de referência para pesquisas ambientais e amenizar o clima seco do cerrado sul-mato-grossense. O nome Lago do Amor lhe foi conferido nos anos seguintes, pelo hábito de muitos casais de namorados de passear pelo local.
  • Lagoa Itatiaia: situada dentro da área urbana de Campo Grande, no Itatiaia, possui cerca de 350 metros de largura e é a única lagoa da Capital. É considerada um dos cartões-postais da cidade e possui uma escultura do peixe cará, do artista plástico Pedro Guilherme. Caminhar ao redor da lagoa, sentar na grama e contemplar o pôr do sol, ou ainda tomar um bom tereré, são as opções de quem prestigia o lugar.
  • Feiras: fim de semana é dia de feira cultural. Há diversas opções, como a Feira da Bolívia, Feira do Bosque da Paz, Feira da Antiguidade, Feira Explosão e Feira Ziriguidum. Clique aqui e confira os dias.

Gastronomia

Além disso, experimentar as comidas típicas de Campo Grande é praticamente uma obrigação para o turista. Sair da cidade sem comer o saboroso sobá, o macarrão de comitiva ou a chipa é quase uma ofensa, afinal, a cultura enraizada pelos povos colonizadores contribuiu para a identidade da cidade.

Feira Central: possui 25 restaurantes, dos quais a maioria dos proprietários tem ascendência japonesa. São descendentes, sobretudo, da Ilha de Okinawa, cuja herança gastronômica se adaptou à culinária local. Está localizada na Rua 14 de Julho, 3.351, Centro.

Mercadão Municipal: inaugurado em agosto de 1958, tem sua origem numa feira livre, um ponto de venda de carnes e verduras que ocupava uma grande área, margeando os trilhos da Noroeste, entre a Avenida Afonso Pena e a Rua 7 de Setembro. A feira funcionou até o fim dos anos 1950, quando o terreno foi doado à municipalidade.

Corredor Gastronômico: é possível encontrar todo tipo de comida na Avenida Bom Pastor, o conhecido Corredor Gastronômico da cidade. São 1,4 mil metros lineares entre a Avenida Eduardo Elias Zahran e a Rua Domingos Jorge Velho.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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