O presidente do TSJ (Tribunal Supremo de Justiça) da Bolívia, Romer Saucedo, informou que deixou o país nesta quinta-feira (5) após receber ameaças de morte e temer pela segurança de sua família.
A saída do presidente, todavia, ocorre em meio a investigações criminais contra ele por associação criminosa e tráfico de substâncias controladas. Saucedo também acusa o governo de Rodrigo Paz, presidente da Bolívia, de perseguição política.
Segundo o Ministério Público do país, o magistrado é alvo de pelo menos duas investigações e já teve uma ordem de prisão emitida contra ele. O procurador-geral interino, José Armando Urioeste, informou que irá pedir à Interpol um alerta vermelho para localizar o juiz.
Saucedo fez uma publicação na rede social X em que dizia temer ser preso ou assassinado por questionar interesses políticos. Ele citou a morte do magistrado Victor Hugo Claure, do Tribunal Agroambiental, que foi morto a tiros em Santa Cruz, em abril deste ano.
O presidente do Supremo negou responder a processos criminais em andamentos e disse que não renunciou ao cargo, afirmando que pretende voltar à Bolívia quando sua segurança e de sua família estiver garantida.
A Suprema Corte informou que aguardará 6 dias pelo retorno de Saucedo antes de escolher um novo presidente. Caso ele não se apresente dentro do prazo, poderá perder a posição.
Nesse período, a decana Rosmery Ruiz ficará responsável pelas funções do cargo.
*Com informações do Metrópoles
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