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Polícia

De cabeça baixa, réu por feminicídio de subtenente da PM presta depoimento pela 1ª vez

Esta é a segunda audiência; inclusive, há expectativa de que ele seja ouvido ainda hoje
Layane Costa, Aline Machado -
Gilberto, réu pelo feminicídio. (Foto: Madu Livramento, Midiamax)

Acontece na tarde desta segunda-feira (13), na 2ª Vara do Tribunal do Júri, a segunda audiência de instrução e julgamento do feminicídio da subtenente da PM (Polícia Militar) Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos. O réu, Gilberto Jarson, então namorado da militar, já chegou ao Fórum Heitor de Medeiros. É a primeira vez que ele deve ser ouvido.

Nesta tarde, serão ouvidas as testemunhas arroladas como defesa do réu; além disso, há expectativa de que Gilberto também seja ouvido ainda hoje. O réu chegou ao fórum de chinelo, com bermuda e camiseta do sistema prisional, na cor laranjada.

A primeira testemunha a ser ouvida na tarde foi a irmã de Gilberto, que falou na condição de informante. Durante o seu depoimento, ela relembrou a amizade que tinha com a subtenente, além de afirmar que a militar estava fazendo tratamento psiquiátrico.

“Conhecia a Marlene há uns 20 anos; ficamos mais próximas quando abri um salão de beleza. Ela dizia que estava muito bem. Que tinha conhecido meu irmão, que estavam se relacionando. Dizia que estava muito bem”, disse a testemunha.

Ainda, questionada sobre o suposto endividamento da Marlene, ela afirmou que sabia da situação. “Fiquei sabendo que ela ficou endividada porque ela teve um namorado estrangeiro, fez um empréstimo alto para ele e ele ficou de pagar, mas não pagou. Por isso, ela se endividou e ficou com depressão também”, afirmou.

O caso

A militar foi morta a tiros na própria casa. Conforme a apuração do Jornal Midiamax na data da morte, o tiro que atingiu Marlene foi na região do pescoço. O principal suspeito é Gilberto Jarson, então namorado da mulher, que apresentou versões contraditórias sobre o caso.

Conforme detalhes da PM (Polícia Militar), um vizinho policial foi o primeiro a chegar ao local do crime. Outra vizinha ouviu o tiro e comunicou ao militar, que foi até a casa e encontrou Gilberto com as mãos ensanguentadas.

Segundo o soldado, ele questionou o suspeito sobre Marlene, mas Gilberto não respondeu. Como o portão estava trancado, o policial solicitou que o homem abrisse, mas ele demorou. Por isso, o militar pulou o muro da casa.

Gilberto estava falando ao telefone, com a arma na mão direita. Então, o PM ordenou que o namorado de Marlene soltasse a arma, um revólver, e ele a colocou em cima de um baú.

Quando o vizinho entrou na casa, Marlene ainda tinha sinais vitais. Então, ele acionou socorro via 192, 193 e 190, mas ela não resistiu. Além do policial, vizinhos confirmaram que as brigas entre o casal eram frequentes.

Uma testemunha chegou a dizer que ouvia sempre Gilberto gritando com Marlene e que, em determinada ocasião, ouviu a mulher gritar por socorro.

Após os fatos, as equipes do 9º Batalhão da PMMS foram acionadas e estiveram no local. Aos policiais, Gilberto deu versões diferentes dos fatos. Em determinado momento, disse que ligou para a polícia após o tiro e mostrou o celular. Então, os militares identificaram também uma chamada para o advogado do suspeito.

Gilberto afirmou que a ligação ocorreu porque tinha provas de que a vítima “manifestava intenção de cometer suicídio”. Disse, ainda, que não houve discussão ou desentendimento na data dos fatos.

Subtenente Marlene de Brito Rodrigues. (Reprodução, Redes Sociais)

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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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