Uma partida de um campeonato de base de futsal terminou em confusão na manhã deste sábado (26), em Campo Grande. Durante uma discussão entre a torcida e um dos árbitros, o policial militar, que atuava na arbitragem, sacou uma arma de fogo e provocou correria e pânico entre os presentes.
Segundo informações da Polícia Militar, três homens, apontados como pais de atletas, teriam ido até a quadra e tentado agredir o árbitro. O policial afirmou que sacou a arma em uma tentativa de se defender. Ele também relatou ter sido vítima de injúria racial durante a confusão.
Os três envolvidos não estavam mais no local quando a equipe policial chegou, mas foram identificados. A ocorrência será registrada na Polícia Civil para apuração do caso.
Uma pessoa que presenciou o episódio, mas preferiu não se identificar, relatou que o juiz deixou a quadra e retornou armado, momento em que os torcedores teriam corrido para fora do ginásio para chamar a polícia.
“Era uma discussão entre a torcida e o juiz. De repente, esse juiz volta para dentro com uma arma na intenção de brigar com o torcedor. Foi um medo e pânico geral, a torcida saiu correndo para fora do ginásio e chamaram a polícia.”
Um dos responsáveis pela competição confirmou que o árbitro é policial militar e relatou que, segundo as informações recebidas pela organização, pais de atletas teriam invadido a quadra para agredi-lo. Ele classificou o episódio como uma situação de violência e afirmou que a organização ainda vai avaliar quais medidas serão adotadas em relação à continuidade do campeonato.
“Os pais invadiram a quadra para agredi-lo e, infelizmente, ele perdeu a cabeça. Mas nós somos contra qualquer tipo de violência e vamos avaliar o caso.”
Campeonato infantil
A competição é voltada para atletas das categorias Sub-7 ao Sub-16 e começou em agosto. Os jogos são realizados aos sábados, domingos, segundas e quartas-feiras, em diferentes períodos, e reúnem crianças e adolescentes. Na partida deste sábado (26), os jogadores tinham entre 11 e 12 anos.
O Jornal Midiamax acionou a empresa responsável pela organização do evento e a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), mas não obteve retorno até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestações.
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