Dois helicópteros que já pertenceram a criminosos agora integram as forças de segurança de São Paulo e Tocantins. A apreensão das aeronaves aconteceu após elas saírem de Mato Grosso do Sul com dinheiro e também serem utilizadas para o tráfico internacional de drogas.
Nesta semana, o MPSP (Ministério Público de São Paulo) denunciou 6 pessoas por tráfico com emprego de aeronave e lavagem de dinheiro. As investigações contra o grupo começaram em 2019, quando a polícia passou a monitorar as aeronaves.
Os agentes identificaram movimentações entre aeroportos e helipontos de várias cidades no interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Os helicópteros passavam, inclusive, por regiões próximas da fronteira com o Paraguai.
Apreensão

A partir das investigações, em 2020, policiais civis realizaram uma operação e apreenderam os dois helicópteros. As aeronaves saíram de Mato Grosso do Sul e pousaram em Piracicaba e Carapicuíba.
Ainda conforme a polícia, o Robinson Helicopter R66, prefixo PR-EDC, pousou em Carapicuíba. Já o Eurocopter France AS350 B2, prefixo PP-LOC, pousou em Piracicaba após escoltar o outro voo.
Na primeira aeronave, os policiais encontraram dinheiro, sendo uma parte o pagamento do piloto, que confessou ter saído de Mato Grosso do Sul para transportar valores até o interior de São Paulo.
A partir da apreensão, as aeronaves passaram a integrar as forças policiais do Tocantins e de São Paulo. Agora, com a denúncia, o MPSP pediu o perdimento definitivo das aeronaves em favor dos dois estados.
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(Revisão: Nichole Munaro)








